Na noite de segunda-feira, 26, a executiva estadual do MDB de Santa Catarina se reuniu no Hotel Castelmar, em Florianópolis, para decidir o que iriam fazer depois de serem preteridos pelo governador Jorginho Mello (PL).
Todas as principais lideranças apareceram, como o presidente Carlos Chiodini; os deputados federais Valdir Cobalchini e Rafael Pezenti; os deputados estaduais Mauro de Nadal, Tiago Zilli, Emerson Stein, Volnei Weber, Antídio Lunelli e Fernando Krelling; o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, o ex-prefeito Jorge Koch e muita gente que disse não querer mais nem ver o governador Jorginho Mello.
Chiodini falou que respeita a decisão do governador, mas disse também que o rompimento foi unilateral. Já Pinho Moreira falou que é uma questão de dignidade. Os deputados federais Rafael Pezenti e Valdir Cobalchini não falaram, mas pensaram “eu bem que avisei”.
Antes mesmo de começar a reunião, Carlos Chiodini já tinha pedido exoneração do cargo de secretário da Agricultura e Pecuária do Estado. Ele volta a assumir o cargo de deputado federal em Brasília, destronando o suplemente Luiz Fernando Vampiro, que já informou que em março se transfere para o PSD de João Rodrigues.
Já o encontro emedebista foi quente, onde Jorginho foi muito criticado pela “rasteira” que deu no Massa Bruta e se ouviu também que “a soberba é inimiga da vitória”. A fala mais dura veio numa pequena roda de conversa, onde comentou-se que “a vingança é um prato que se come frio”.
O FUTURO
Enfim, por unanimidade, ficou decidido que a partir de agora o MDB vai iniciar “a construção de um projeto próprio para a eleição ao Governo do Estado de 2026” e que o partido “abrirá diálogo com outras legendas que compartilhem dos mesmos princípios, valores e ideais”.
Definiu-se também que há apenas uma orientação para que os filiados se desvinculem das funções que exercem no Governo do Estado, ou seja, quem quiser permanecer no governo de Jorginho Mello, que siga em frente por conta e risco próprio.
O MDB informou também que, dentro da Assembleia Legislativa, vai apoiar todos os projetos que venham do executivo “que sejam de interesse do Estado e da população catarinense”.
Em suma, o MDB terá gente sua trabalhando no governo de Jorginho Mello; pode ter candidatura própria ou pode apoiar as candidaturas do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ou, quem sabe, até a candidatura de Gelson Merísio (PSB), dependendo da orientação da executiva nacional, que deve mesmo ficar na reeleição do presidente Lula (PT).
A pérola da noite veio num texto enviado por uma emedebista para a jornalista Maga Stopassoli. Ela diz: “já decidiram que vão sair do governo, lançar candidatura própria e no segundo turno vão apoiar Jorginho Mello”.
Alguém duvida dessa previsão? Como em política tudo é possível, o tempo nos mostrará!
Veja a nota enviada pelo MDB de Santa Catarina:






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