Governador de Goiás se filia no PSD e pode turbinar a candidatura de João Rodrigues

Na noite de terça-feira, 27, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, publicou um vídeo na sua rede social, que foi gravado na sala da casa de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, anunciando a sua filiação no PSD, se juntando aos governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Os três são pré-candidatos a presidente na eleição de 2026, mas Caiado fala no vídeo que os três agora estão unidos e “aquele que for escolhido, levará esta bandeira de um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo tanto espera, caráter, determinação, honra, coragem moral e também independência intelectual para governar esse país”.

O governador de Goiás disse também que “o que sair daqui candidato, terá o apoio dos demais”. Já Eduardo Leite entende que “antes da nossa aspiração individual como político, vem a nossa aspiração como brasileiros. O Brasil precisa encontrar um rumo que devolva esperança para as pessoas, esse é o compromisso do PSD”.

Ratinho Junior deu as boas-vindas para Ronaldo Caiado e disse que é muito bom ter o governador de Goiás no partido pela força e liderança que será necessário para virar a página e construir um novo país, mais moderno e mais justo tão esperado pelo povo brasileiro.

Era certa a saída de Caiado do União Brasil, haja vista que o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, sequer compareceu no anúncio da sua pré-candidatura a presidente, na Bahia, que aconteceu no fim de 2025.

Esperava-se que Caiado assinaria ficha em partidos menores, como o Solidariedade, Podemos ou até mesmo no Republicanos, mas ele escolheu a proposta do PSD por entender que era uma legenda mais forte que o União Brasil e que, se for o escolhido, lhe dará sustentação política e estrutural para chegar num segundo turno.

O anúncio de Caiado aconteceu no mesmo dia em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que recusaria um eventual convite de Jair Bolsonaro para concorrer à presidência da República.

Pois bem, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), parece mesmo ter muita sorte, pois para quem pensava que só teria o partido Novo como parceiro em 2026, agora pode ter o MDB e a Federação União Progressista, com o PP e o União Brasil.

Essas parcerias dão muito mais peso para a sua pré-candidatura e com a filiação de Ronaldo Caiado no PSD, ele terá também um candidato nacional forte para turbinar a corrida eleitoral aqui em Santa Catarina.

Jorginho Mello (PL) apostou numa reeleição mais próximo do bolsonarismo quando aceitou a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado e também quando se decidiu pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para ser seu vice, abrindo mão de partidos que, nacionalmente, estavam alinhados com Lula em Brasília, como é o caso do MDB, PP e União Brasil.

Mas João Rodrigues é visto por muitos eleitores bolsonaristas como mais bolsonarista que Jorginho Mello, pois tem uma relação muito mais próxima com o ex-presidente do que o governador do Estado.

Outro ponto que pode favorecer o prefeito de Chapecó é a vinda do senador Esperidião Amin para a sua coligação. Amin quer buscar a sua reeleição, mas Rodrigues já pensa em tê-lo como vice-governador na chapa.

Fato é que o cenário político mudou e ficou mais equilibrado, pois até a esquerda tem buscado a união para tentar evitar a vitória de Jorginho Mello no primeiro turno.

Se acontecer um segundo turno em Santa Catarina, o atual governador corre muito risco de não se reeleger, pois será um contra todos os demais.  

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