PSD monta a estratégia para ter MDB, PP, União Brasil e até o PSDB na sua coligação

Depois de conversar na parte da tarde de terça-feira, 27, com o vereador de Joinville, Cleiton Profeta (PL), no Beiramar Shopping, em Florianópolis, a noite o presidente do PSD de Santa Catarina, Eron Giordani, e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, estiveram na sede do partido para iniciar as tratativas com os representantes do MDB, União Brasil e Progressistas.

Além dos dois pessedistas, participaram da conversa o presidente da Assembleia, deputado estadual Júlio Garcia (PSD); o presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini; o deputado federal Valdir Cobalchini (MDB) e o presidente estadual do União Brasil e coordenador da Federação União Progressista, deputado federal Fábio Schiochet.

Se o acordo realmente se confirmar, a ideia inicial é ter João Rodrigues como candidato a governador, o MDB indicaria o vice e o senador Esperidião Amin (PP) ficaria com uma das vagas ao Senado.

Inclusive, Carlos Chiodini disse que só continua a negociação se o MDB tiver assegurado a vaga na majoritária.

Levantou-se também a possibilidade de chamar o deputado estadual Marcos Vieira, que é o presidente do PSDB em Santa Catarina e pré-candidato a governador dos tucanos, para conversar, podendo ser oferecido a ele a segunda vaga ao Senado.

Obviamente que todos sabem que foi apenas o primeiro contato, mas os representantes dos partidos mostraram um alinhamento diante do novo cenário político estadual e nacional. 

João Rodrigues deve renunciar o mandato de prefeito no final de março e até lá quer ter tudo definido para poder começar a percorrer o Estado com os nomes colocados.

Nacionalmente, esses partidos podem deixar o Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República pelo PL, apenas com legendas menores, como Republicanos e Podemos, e lançar uma terceira alternativa para a disputa contra Flávio e Lula (PT).

Na terça-feira, 27, um dia depois da reunião do MDB em Florianópolis, o presidente do partido, deputado federal Carlos Chiodini, falou com o senador Esperidião Amin (PP) através de uma chamada de vídeo para ouvir dele as ponderações sobre uma aliança.

Amin está no Japão, numa missão oficial com outros senadores, mas acompanha atentamente as negociações da Federação União Progressista (PP e União Brasil), que agora está mais inclinada em fechar com João Rodrigues (PSD).

O próprio João Rodrigues também participou da chamada de vídeo e os três entendem que a união pode sepultar o favoritismo do governador Jorginho Mello (PL).

Eles sabem que, apesar das diferenças históricas, essa união pode ser o único jeito de evitarem a reeleição do governador, haja vista que ele tem agora só partidos menores do seu lado.

Se a coligação entre PSD, MDB, PP, União Brasil e PSDB se confirmar, eles terão juntos pouco mais de 180 prefeituras do seu lado, mais do que Jorginho Mello terá em 2026.

Já em Santa Catarina, a polarização fica com Jorginho Mello e João Rodrigues, colocando a esquerda de Décio Lima (PT) e Gelson Merísio (PSB) mais atrás.

Só que, nem João Rodrigues e nem Jorginho Mello querem dar sopa para o azar e, mesmo separados, querem garantir o maior número de apoio nos municípios para ter um grande contingente trabalhando a base.

Jorginho quer vencer já no primeiro turno para evitar qualquer surpresa, como aconteceu com Carlos Moisés (Republicanos) em 2022. João quer o segundo turno para levar a decisão final numa disputa solitária com o atual governador, pois entende que consegue trazer boa parte do voto bolsonarista para o seu lado e evitar a reeleição de Jorginho.

Fato é que a eleição aqui no Estado, que parecia apenas protocolar, fica a cada dia mais emocionante e promete muita movimentação até o dia da votação.    

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