Decisão de Adriano Silva de ser vice de Jorginho vai comprometer a administração municipal de Joinville

A decisão do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), de aceitar o convite do governador Jorginho Mello (PL) para ser seu vice pode ter comprometido o restante da atual administração municipal de Joinville.

Adriano já confirmou que vai renunciar ao cargo no dia 2 de abril e a partir daí a cidade passa a ser administrada pela vice-prefeita Rejane Gambin (Novo).

Tudo começou na reeleição do prefeito, em 2024. O PSD apareceu como o principal parceiro, aceitando inclusive que a chapa Adriano Silva e Rejane Gambin, ambos do Novo, fosse mantida. Adriano se reelegeu ainda no primeiro turno com 78,69% dos votos, batendo o principal adversário que na época era o PL do candidato Sargento Lima e do governador Jorginho Mello.

Em 2024, o prefeito também conseguiu ter a maioria na Câmara de Vereadores, colocando 11 vereadores de 5 partidos aliados da sua coligação. Além do Novo, Adriano Silva tem como aliados o PSD, União Brasil, Republicanos e Podemos.

Em 2025, ele começou a conversar com o presidente do PL local, deputado estadual Maurício Peixer, e com Jorginho Mello para levar os liberais para a sua base de apoio. Obviamente que essas conversas resultaram na decisão de janeiro de 2026.

Só que com a ida de Adriano para a chapa de Jorginho, muito provavelmente terá o apoio de três dos quatro vereadores do PL, já que o vereador Claiton Profeta deva ser expulso do partido e pode assinar ficha no PSD.

Essa decisão também pode fazer o prefeito e a vice perderem o apoio do PSD e do União Brasil, que devem apoiar João Rodrigues (PSD) na eleição para o Governo do Estado. Nessa matemática, Adriano e Rejane ganham 3 vereadores do PL, mas perdem 5 do PSD e UB, o que tira a maioria do governo no legislativo municipal. 

O presidente da Câmara, Diego Machado (PSD), já dá sinais de que a administração terá dificuldade para aprovação de projetos, passando de um clima de lua de mel para uma separação litigiosa.

Outro ponto que desagradou o vereador Diego Machado, que vai ser candidato a deputado estadual em 22026, foi que Adriano Silva colocou o seu secretário de Governo, Gilberto Leal Junior, para concorrer também ao cargo de deputado estadual pelo Novo neste ano.

As últimas atitudes do Novo de Joinville criaram um incêndio político na cidade, fazendo com que o tapete vermelho da Câmara fosse recolhido e transformando a atual administração em opositora.

Como tudo isso será resolvido ninguém sabe, mas Joinville deve começar a sentir essas mudanças já em fevereiro com a volta das sessões no parlamento municipal.

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