A primeira semana do legislativo blumenauense era para ser calma e de novos ares, mas a prisão do vereador Almir Vieira (PP) fez com que muita gente começasse a se movimentar para não ser pego de surpresa.
Segundo delegado André Gustavo Marafiga Costa, nas investigações da Operação Happy Nation, há indícios de que tenha ocorrido os crimes de peculato, corrupção passiva e ativa e também lavagem de dinheiro.
Ele disse também que há um suposto esquema de rachadinha no gabinete do vereador e que ele possa ter recebido valores na intermediação de contratos feitos com a Prefeitura de Blumenau durante a administração do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL).
Almir ficou algumas horas preso no 23º BI e saiu depois de pagar fiança. Ele teve também alguns bens apreendidos, mas numa nota publicada na sua rede social disse que “no momento certo, tudo será esclarecido”.
Só que muita gente em Blumenau ficou preocupada, pois ninguém quer ser acordado com uma visita da Polícia Civil na sua casa. Já se viu reunião de políticos na região da Alameda e muitos advogados especialistas em crimes de ordem pública já foram consultados.
Um advogado, inclusive, já orientou dois futuros clientes a aceitarem um acordo com a Justiça, caso sejam chamados para depor na delegacia.
Mas esse caso não preocupa só gente do andar de cima da política local. Dentro da Prefeitura de Blumenau, fala-se que até vigia de escola municipal tem perdido o sono com toda essa investigação.
Mesmo sem nenhum processo de cassação iniciado, a Câmara de Blumenau já começa a sofrer a pressão para que isso não passe em branco. O ex-promotor Odair Tramontin (Novo) já protocolou o pedido de cassação de Almir Vieira, que agora passará por um longo caminho para que chegue até o plenário.
É fato que o vereador acusado tenha todo direito a defesa, mas é fato também que ele não vai assistir a toda essa fritura sem se movimentar nos bastidores.
Enfim, o fantasma da incerteza ronda a casa de muita gente e resta saber agora se vão cortar os dedos para salvar o braço ou se o estrago será de grande proporção, atingindo gente que só pensava na eleição de outubro de 2026.





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