Desde 2022, quando deixou o Governo do Estado, Carlos Moisés da Silva tem se dedicado a assuntos particulares e deixou momentaneamente a política de lado.
Na eleição municipal de 2024, ele organizou o Republicanos na maioria das cidades de Santa Catarina, mas recebeu uma rasteira do presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, quando ele entregou o Republicanos nas mãos do governador Jorginho Mello (PL).
Naquela ocasião, Moisés poderia ter sido candidato a prefeito em Tubarão e disputado a eleição como oposição ao PL, que já tinha lançado o deputado estadual Estêner Soratto, que acabou eleito com o apoio do Republicanos.
Agora, Carlos Moisés já mira a eleição de 2026 e deve ser candidato a deputado federal. Pela falta de espaço no Republicanos, o ex-governador procura uma nova legenda para disputar o pleito deste ano.
Por questões obvias, ele não vai se filiar em partidos que apoiem a reeleição de Jorginho Mello. Pela amizade que tem com a deputada estadual Paulinha, Moisés até manteve conversas com ela, mas o Podemos já está com Jorginho e isso inviabiliza a sua ida para lá.
É muito provável que Moisés apoie a candidatura do prefeito João Rodrigues ao Governo do Estado, mas dificilmente deve ingressar no PSD porque o partido já lançou o deputado estadual Júlio Garcia a vaga de federal na região sul.
Então, o ex-governador tem poucas opções para se filiar, mas a Federação União Progressista pode ser uma boa alternativa. Só que ele teria que se filiar no União Brasil, porque o PP já tem o deputado estadual Zé Milton Scheffer como candidato a deputado federal no sul do Estado.
Fato é que o sul de Santa Catarina tem, tanto a deputado estadual como a deputado federal, uma nominata numerosa e muita gente grande vai ficar pelo caminho pela quantidade de votos que tem na região.
Em 2022, a candidata mais votada a deputada federal na região sul foi Júlia Zanatta (PL), com 111.588 votos. Daniel Freitas recebeu 108.001 votos e Ricardo Guidi, quando ainda estava no PSD, recebeu 74.066. A suplente Geovânia de Sá (PSDB) teve 84.454 votos e o também suplente Luiz Fernando Vampiro (MDB) recebeu 59.043 votos.
O MDB, que vai perder Vampiro para o PSD, pode ser um caminho viável, mas teria que disputar o mesmo espaço com a ex-deputada estadual Ada de Luca, que em 2022 recebeu pouco mais de 26 mil votos e ficou como a segunda suplente do partido.
Mas a matemática mostra que, hoje, Moisés, que tem votos em muitas cidades do Estado, teria mais condições de se eleger pelo MDB do que Ada, que concentra seu eleitorado no sul de Santa Catarina.
Resta saber se Carlos Moisés se renderia ao comando da executiva estadual, coisa que não quis fazer em 2022 quando preferiu se filiar no Republicanos, o que acabou gerando muita desordem no Massa Bruta naquela ocasião.





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