O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) já vem há algum tempo pensando em buscar a reeleição na eleição de 2026, principalmente depois que o MDB levou uma rasteira do governador Jorginho Mello (PL).
Em 2025, o deputado até nutriu uma esperança de ser o vice na chapa de reeleição do governador, mas depois que o MDB saiu do governo, ele voltou a sua atenção para o retorno a Assembleia Legislativa.
Só que na terça-feira, o partido convidou Antídio Lunelli para que ele seja o candidato do MDB no pleito deste ano. De meio dia, aconteceu o tradicional almoço da bancada na Alesc, no gabinete do deputado estadual Fernando Krelling (MDB).
À noite, foi marcado um jantar na casa de Lunelli, em Jurerê Internacional, onde além de Lunelli e os outros deputados estaduais, estavam presentes o presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini; os ex-governadores Eduardo Pinho Moreira e Paulo Afonso Vieira e outros membros da executiva estadual.
A visão da cúpula do Massa Bruta é que Antídio Lunelli tem o perfil para mexer com a militância da base, já que é o único partido de Santa Catarina que tem boa estrutura nos 295 municípios do Estado.
OS PREDICADOS
Para o MDB, Lunelli tem também penetração em todas as camadas da sociedade, onde fala bem com o empresariado e com as classes mãos baixas. Mas o ponto que pode fazer a diferença é que ele é um representante do conservadorismo catarinense, que é a maioria do eleitorado.
Lunelli tem o perfil para fazer a militância trabalhar e ir para a rua, principalmente por estar presente e ter contato com todo o tipo de eleitor, notadamente entre os conservadores, e poderia se transformar em um tertius na provável polarização entre o governador Jorginho Mello e o prefeito João Rodrigues (PSD).
A cúpula emedebista entende também que uma candidatura própria fortaleceria os candidatos a deputado estadual e federal do partido, pois não precisariam trabalhar por um nome de outro partido.
Um ponto que também ajudaria a candidatura ao Governo do Estado em Santa Catarina foi a promessa feita pelo presidente nacional do partido, Baleia Rossi, ao deputado federal Rafael Pezenti. Segundo ele, o MDB não estará com Lula em 80% dos estados brasileiros, o que tiraria a obrigação de ter que explicar a proximidade que teve com o Governo Lula (PT) nos últimos anos.
O ÚLTIMO

A última vez que o MDB teve candidato a governador foi na eleição de 2018 com Mauro Mariani. Naquela ocasião, ele sequer foi para o segundo turno, perdendo a vaga para o desconhecido Carlos Moisés (PSL).
Já em 2022, acabou como vice na chapa de reeleição de Moisés, indicando Udo Döhler, depois de uma briga interna entre o grupo do então presidente Celso Maldaner e daqueles que queriam a candidatura própria justamente com Antídio Lunelli.
Naquele ano, mais uma decepção, pois desta vez quem ficou de fora foi Carlos Moisés, que perdeu a vaga no segundo turno para Décio Lima (PT), que perdeu a eleição para o atual governador Jorginho Mello.
Só que em 2022, mesmo sem uma candidatura própria e com a onda bolsonarista em alta, o MDB conseguiu eleger 6 deputados estaduais e 3 deputados federais.
SEGUNDA OPÇÃO
Só que o MDB não quer trabalhar o nome de Antídio Lunelli só para ser o candidato a governador em 2026. Se aceitar fazer parte de uma coligação, Lunelli pode também ser o vice.
O prefeito de Chapecó já fez esse convite e Carlos Chiodini ficou de estudar. Rodrigues disse nesta semana que tem muitos amigos dentro do Massa Bruta e ainda conta com o MDB na sua chapa.
Na semana passada, o prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, que era o vice de Lunelli, deixou o MDB e deve assinar ficha no Republicanos. Dizem que essa movimentação tem a anuência de Antídio, que já pensa em eleger o sucessor de Franzner em 2030.
Isso mostra também que Jorginho Mello quer ter mais força no norte do Estado, que é uma região importante para a disputa da majoritária.
Enfim, o MDB ainda está um pouco tonto com o baque que levou do governador, mas mostra que é uma Fenix que pode a qualquer momento ressurgir das cinzas.





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