O julgamento jurídico segue mas o político será acelerado para que Marchetti fique com a cadeira de Almir

Desde o dia 3 de fevereiro, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Happy Nation em Blumenau, muita gente tem sido atingida direta e indiretamente por uma investigação que começou em 2024 com uma suposta rachadinha, mas que evoluiu para crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Enfim, em Blumenau já tem muita gente consultando advogado e definindo estratégias para se defender. Na prática, o rito jurídico vai seguir o seu caminho e vai dar o direito para que muita gente esclareça tudo que a polícia e a justiça analisaram sobre esse caso.

Na quarta-feira, 11, o judiciário determinou que a Câmara de Vereadores afaste por 180 dias o vereador Almir Vieira (PP). Com isso, o delegado Rodrigo Marchetti, que é o primeiro suplente do Progressista de Blumenau, vai assumir a cadeira.

Esse cenário só nos faz pensar que o julgamento político será sim acelerado para que o legislativo blumenauense não tenha que conviver com essa espada na cabeça por muito tempo. Na sessão desta quinta-feira, 12, será votado em plenário o pedido de cassação protocolado pelo ex-promotor Odair Tramontin (Novo).

Se passar, o que é bem provável que aconteça, a Câmara encaminha para o Conselho de Ética para que o processo siga os tramites legais. Mas dentro do próprio legislativo ninguém consegue enxergar a salvação de Almir Vieira.

Nos anos de 2024 e 2025, quando foi o presidente da Casa, Almir deixou muitas cicatrizes que até hoje são sentidas e essas lembranças também serão colocadas na mesa para o julgamento político.

Na verdade, Almir Vieira nunca foi um político amado por seus pares, mas antes do escândalo tinha uma força política que, indiretamente, lhe dava uma cera proteção e poder de decisão.

Só que estamos em ano eleitoral e, com essas acusações, ninguém quer correr o risco de sofrer respingos e nem ter que ir ao Fórum ou a delegacia para dar qualquer esclarecimento porque sabe que as lentes da imprensa estarão sempre vigilantes.

O vereador e presidente do PP de Blumenau publicou nova nota explicando alguns pontos da acusação e do seu afastamento e, mais uma vez, disse que “não houve qualquer prática ilícita”.

Enfim, a administração municipal também deve explicações, pois o delegado disse que Almir teria supostamente recebido recursos pela intermediação de contratos com o executivo.

Obviamente que o ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL) tem que se manifestar, pois isso teria ocorrida na sua administração, mas a atual gestão é quem está lá agora e deve falar quais contratos estão sendo analisados pela Justiça, até porque é a população que paga as contas e é ela quem supostamente está sendo lesada.

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