O folião que mais tem trabalhado nas últimas semanas é o governador Jorginho Mello (PL), que rearranjou o seu bloco abrindo mão do MDB e de Amin (PP) para ficar com o prefeito Adriano Silva.
Agora ele também decidiu peitar Valdemar Costa Neto, que é o chefe da sua escola de samba, para bancar a dupla Caroline de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) nas duas vagas do seu carro alegórico do Senado.
Mas Jorginho ainda está afinando os instrumentos e decidiu que, mesmo não dando nada em troca neste primeiro momento, quer o MDB do seu bloco e quer ter também o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) vestindo a sua fantasia.
Já na escola de samba da esquerda, quem tá fazendo o trabalho mais pesado é o dançarino Gelson Merísio. Foi ele quem trouxe o melhor enredo e muito provavelmente todos cantarão a sua letra.
O puxador Décio Lima (PT) parece que vai conseguir ficar no carro alegórico que sonhava e muito provavelmente também vai ter o apoio de Lula, que hoje é o dono da escola de samba. É quase certa a dobradinha do PSB na cabeça de chapa com o PT de vice em Santa Catarina e a mesma dupla invertida no cenário nacional, com a chapa Lula e Alckmin.
Já o grupo de João Rodrigues (PSD), que achava que o Partido Novo iria indicar o seu rei da bateria, acabou sendo preterido por ele e agora quer formar o bloco dos excluídos de Jorginho Mello para dar o troco no governador.
Mas Rodrigues deve ter na sua escola de samba o grupo da Federação União Progressista, que vai lhe dar Esperidião Amin, que é passista experiente e pode surpreender em 2026, e também muito tempo de televisão e uma boa quantidade do Fundo Eleitoral para fazer um carnaval, no mínimo, bem competitivo.
O azarão desse desfile é o bloco do Missão, que vem sozinho com o ex-lutador de MMA, Marcelo Brigadeiro, mas é quem deve mais incomodar os outros três candidatos com uma voz mais forte nessa avenida e com muitos questionamentos que o próprio eleitor tem vontade de fazer.
Enfim, a plateia já comprou o seu ingresso e espera que passe nessa avenida candidatos que tragam o som que todos querem ouvir para. A partir de 2027 esse público quer ter a chance de ir para um camarote com serviços que condizem com o preço do ingresso cobrado através dos inúmeros impostos, principalmente aqueles que acabam nos cofres lá de Brasília.





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