Novo vai pedir a cassação do registro da candidatura do presidente Lula na eleição de 2026

No último dia 10, o Partido Novo tinha protocolado uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói com uma denúncia de propaganda eleitoral antecipada por causa da homenagem que a escola fez para o presidente, mas o ponto principal da denúncia foi o samba-enredo intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

De acordo com a petição, a composição e a divulgação do enredo nas redes sociais apresentam elementos de conteúdo eleitoral, como alusões à polarização política ocorrida em 2022; utilização de jingles vinculados a campanhas anteriores do PT; menção direta ao número do PT e termos que, na visão do partido, possuem equivalência a pedidos de voto.

Mas na quinta-feira, 12, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou por unanimidade o pedido, sustentando o parecer da relatora, ministra Estela Aranha, que o “eventual ilícito, mesmo sob os contornos de abuso eleitoral, deve ser apurado posteriormente, de acordo com a legislação. Não se verifica, neste momento, elemento concreto de campanha eleitoral antecipada, nem circunstância que permita afirmar, de forma segura, a ocorrência de irregularidade”.

Só que o presidente nacional do partido Novo, Eduardo Ribeiro, postou domingo, 15, a noite na sua conta do “X” que “Assim que o Lula registrar a sua candidatura, o @partidonovo ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AUE), requerendo a cassação do registro e sua inelegibilidade”.

Eduardo completa o post dizendo que “A lei deve ser igual para todos”. Ele entende que, se uma escola de samba desfilasse com um bloco dedicado a satirizar o candomblé, o Ministério Público já teria pedido a prisão de todo mundo “Vejamos qual será a postura da Justiça agora”.  

O partido Novo pretende lançar o governador de Minas Gerais, Romeo Zema, como seu candidato a presidente na eleição deste ano, mas não descarta aceitar que Zema também seja candidato a vice se um grupo de partidos de direita se unirem para derrotar a esquerda.

O pré-candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro, é um dos presidenciáveis que gostaria ter Romeo Zema na sua chapa em 2026. Por ser senador pelo Rio de Janeiro e de já ter garantido o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Zema traria com ele a representação de Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do país.

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