Vereador de Criciúma critica Jorginho Mello pela condução do descarte do MDB

O vereador Marquinhos Machado, do MDB de Criciúma, deu uma entrevista para a Rádio Cidade em Dia, da sua cidade, e fez duras críticas ao governador Jorginho Mello (PL).

Segundo ele, o governador cometeu o mesmo erro na eleição municipal de 2024, quando teve que definir o vice do candidato a prefeito do PL de Criciúma, Ricardo Guidi.

Naquela ocasião, Jorginho Mello falou publicamente que Acélio Casagrande (PL) iria compor a chapa com Guidi, mas nos bastidores negociava com o pré-candidato a prefeito do MDB, José Paulo Ferrarezi, para que ele fosse o vice na chapa do PL.

“O que me parece é que o governador Jorginho Mello, movido pela emoção, fez a mesma patacoada que fez aqui em Criciúma quando tava num palanque com o Ricardo Guidi, com Acélio Casagrande, com negociações acontecendo pro Paulo Ferrarezi, a época, ser vice do Ricardo Guidi, levantou a mão do Acélio; a o Acélio vai ser o vice”, falou Marquinhos.

O vereador completa a sua fala dizendo que “num determinado momento ali ele ficou apavorado com o assédio que o PSD tava fazendo ao prefeito de Joinville, ficou com medo da mosquinha morder o Adriano, trouxe ele para a Agronômica, alguns emissários, algumas pessoas numa mesa, e… concordaram e vamos gravar o vídeo. Aí foi feito”.

Para Marquinhos, não foi uma coisa pensada e analisada. “Aí o governador mordeu a língua porque ele deu declarações, não foram emissários, ele deu declarações de que o MDB seria o candidato a vice”.

O vereador entende ser do jogo político a atitude de Jorginho Mello contra o MDB, pois para ele, o governador deve ter os seus motivos e deve ter analisado as pesquisas, mas critica o jeito como o governador conduziu a situação.

Marcos Machado diz que hoje o MDB vive do seu passado, está um pouco saudosista, e já não é mais o que era há anos, mas lembra que o seu partido tem em Santa Catarina seis deputados estaduais, três deputados federais, tem 70 prefeitos, 700 vereadores, diretórios em todos os municípios, tempo de TV e Fundo Eleitoral.

“Se um partido como esse não é importante, o que é pra uma eleição ser vitoriosa?”. Ele diz que coligação é feita com partidos e com agentes políticos e política se ganha com cálculo e matemática. “Eleição se ganha com alianças, com projeto político que coloque efetivamente as pessoas em primeiro lugar, mas que coloque as lideranças na mesma mesa, que consigam equacionar as suas diferenças pra ser vitorioso no momento da eleição”, finalizou.

Marcos já anunciou que é pré-candidato a deputado federal do MDB pela região Sul de Santa Catarina, ocupando o espaço que era do suplente de deputado federal Luiz Fernando Vampiro, que deve se filiar no PSD para buscar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Acompanhe

Entre em nosso grupo do Whatsapp e nos siga em nossas redes

Patrocinadores