No dia 19 de julho de 2025, durante o 6º Encontro Estadual do Partido Novo, em Florianópolis, o deputado federal Gilson Marques lançou oficialmente sua pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina.
No seu discurso, ele disse que “o Brasil precisa de senadores que enfrentem os abusos do STF, a roubalheira, e defendam a liberdade. Eu estou disposto a encarar essa batalha”.
O Novo entendeu que ele era o único deputado federal declaradamente libertário que defende a redução máxima do Estado, fazendo com que Gilson se tornasse uma das vozes mais autênticas da direita liberal.
Até o fim do ano passado parecia que o Novo seguiria com a parceria com o PSD, que iniciou nas eleições municipais de 2024, e com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que é o pré-candidato a governador dos pessedistas.
Mae em janeiro de 2026 o Partido Novo decidiu seguir um novo rumo e o prefeito de Joinville, que teve o convite do PSAD para ser vice de Rodrigues e até ser o candidato a governador, decidiu aceitar o convite do governador Jorginho Mello (PL) para ser vice dele na sua reeleição.
Isso mexeu com a composição ao Senado, pois Jorginho já tem três candidatos para duas vagas e deve, até que provem o contrário, efetivar Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni como os ocupantes das duas vagas do PL.
Com isso, Esperidião Amin (PP), que queria estar com Jorginho, sobrou e Gilson Marques até pode continuar como candidato a senador, mas de forma independente.
PODE MUDAR
Gilson já disse que não desistiu do Senado e que ainda é pré-candidato, mas essa decisão pode mudar se a sua candidatura ajudar Décio Lima a se eleger para o Senado.
A conta é simples, pois a composição de uma eleição é feita através da matemática. Nesse pensamento, a direita já tem Carlos Bolsonaro, Caroline de Toni, Esperidião Amin e Gilson Marques para concorrer ao Senado.
Então, os votos da direita e centro direita deve se dividir entre esses quatro nomes e a esquerda teria apenas Décio Lima como candidato a senador, o que daria a ele uma vantagem sobre os demais, pois teria quase que a totalidade dos votos da esquerda.
Pra evitar qualquer risco, Gilson pode retirar a sua pré-candidatura para garantir a eleição de dois candidatos de direita ao Senado.
Mas hoje, ele diz que ainda tem chance, pois mesmo sendo o menos conhecido, é o que tem menos rejeição. E a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ainda não está confirmada e Carol de Toni ainda pode se filiar no Novo, onde Gilson poderia fazer uma dobradinha com Carol.
Ele também entende que o eleitor catarinense pode não querer votar em um candidato de fora e parte da direita pode escolhê-lo ao invés de votar em Carlos Bolsonaro.
Mas toda essa engenharia ainda será discutida com Jorginho Mello, pois o Novo, depois de decidir compor com o governador, não pode atrapalhar a eleição de nomes que hoje aparecem em primeiro e segundo nas pesquisas.





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