Maioria dos emedebistas querem candidato na eleição de 2026

Na última quarta-feira (18), em Guaraciaba, o MDB de Santa Catarina fez o primeiro encontro de 15 programados para ouvir a militância sobre as eleições de 2026.

Na quinta-feira (19) foi a vez de Chapecó e Concórdia; na sexta-feira (20) foi em Campos Novos e Videira e no sábado (21) o encontro aconteceu em Lages.

Nessas reuniões, os emedebistas recebem uma cédula para escolher entre candidatura própria ao Governo do Estado; apoio à candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, indicando o vice; coligação com a esquerda indicando o vice do candidato Gelson Merísio; e continuar apoiando a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) sem vaga na majoritária.

Até esse momento, o resultado da votação mostra que o emedebista descarta com veemência as duas últimas opções. A base não admite qualquer coligação com a esquerda e está muito machucada com o tratamento recebido de Jorginho Mello.

O governador Jorginho Mello até fez uma coisa boa para o Massa Bruta, pois conseguiu incendiar um filiado que estava desanimado e sem perspectiva. Um emedebista chegou a dizer que “se for a reboque com Jorginho, vai levar o carro sem gasolina, sem documentos e com IPVA vencido. Não entrega”.

No encontro de Lages, um membro da executiva municipal disse que “a reboque, sem estar na majoritária, não conte com a gente”.

A escolha de Jorginho Mello não passa dos 8% na votação do MDB e a grande maioria está dividida entre coligar com João Rodrigues e ter a candidatura própria.

Mas muitos ainda não esqueceram das críticas feita pelo prefeito de Chapecó contra o MDB quando o partido ainda estava no Governo do Estado.

Então, grande parte quer ver novamente o partido com candidato a governador em 2026 e o nome mais lembrado é o do deputado estadual Antídio Lunelli, que está reticente sobre essa possibilidade e prefere buscar a sua reeleição a Assembleia Legislativa.

Numa entrevista que deu para a Rádio Cidade em Dia, o vereador criciumense Marcos Machado disse que o MDB vive do seu passado, está um pouco saudosista, e já não é mais o que era há anos.

Mas lembra que o partido tem em Santa Catarina 6 deputados estaduais, 3 deputados federais, tem 70 prefeitos, 700 vereadores, diretórios em todos os municípios, tempo de TV e Fundo Eleitoral.

Mas será que esses predicados são suficientes para buscar um segundo turno na eleição deste ano? O emedebista acha que sim, mas a cúpula se divide, onde parte diz que o MDB precisa ter candidato próprio para voltar a crescer; parte vê em João Rodrigues para voltar a comandar o Estado e tem um grupo de deputados estaduais que quer ficar com Jorginho Mello.

O deputado estadual Fernando Krelling está incomodado com as últimas decisões e já disse que pode até deixar o MDB se o partido não continuar no Governo do Estado.

“Neste momento sou mais Joinville do que o partido”. Esse é o pensamento do deputado, assumindo a posição de priorizar a sua cidade do que apoiar um “projeto isolado” do MDB.

Ele acredita que a vice-candidatura do prefeito Adriano Silva (Novo) é um passo importante para que Joinville volte a comandar o Governo do Estado a partir de 2027. Jorginho Mello já prometeu que, se reeleito, ele vai renunciar em 2030 para se dedicar integralmente a uma candidatura ao Senado, dando a chance de Adriano ser o governador de Santa Catarina de fato.

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