O governador Jorginho Mello desistiu de ter na sua reeleição a Federação União Progressista (PP e União Brasil) e o MDB. Com isso, eles devem fechar uma parceria com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
A Federação está mais próxima, onde já tem garantido a vaga de Esperidião Amin para o Senado. Se o MDB também fechar, leva a vaga de vice na chapa do PSD.
Mas ainda tem a segunda vaga para o Senado e Eron Giordani, presidente estadual do PSD, e o prefeito João Rodrigues já conversaram com o presidente estadual do PSDB, Marcos Vieira.
Vieira, que é deputado estadual, não vai buscar a reeleição e pensa em sair candidato a governador para fortalecer a chapa proporcional dos tucanos em 2026.
Mas sabe que a polarização escanteou o seu partido e vai precisar de um grupo forte para fazer o PSDB voltar a crescer em Santa Catarina.
Com isso, ele não descarta concorrer a deputado federal, já que a meta dos tucanos é eleger dois deputados estaduais e um deputado federal.
O PSDB deve perder o deputado estadual Vicente Caropreso para o União Brasil e a deputada federal Geovânia de Sá para o Republicanios.
Com este cenário e com um convite que recebeu de João Rodrigues, Marcos Vieira já vê a segunda vaga ao Senado como uma boa oportunidade.
Ele, que há tempos tem sido um crítico de Jorginho Mello, pode unir o útil ao agradável e também correr para os braços do prefeito de Chapecó.
A Federação União Progressista e o MDB definem seus futuros já no mês de março, mas o PSDB deve demorar mais um pouco para decidir se lança um candidato a governador ou se entra na chapa de João Rodrigues.
Essa decisão vai sair não só com a anuência dos filiados em Santa Catarina, mas principalmente depois de Vieira conversar com o presidente nacional, Aécio Neves, que deve levar o PSDB para uma frente ampla de direita, provavelmente com a candidatura do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).





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