PP catarinense está com Amin e União Brasil de Schiochet rachou

O céu na política muda todos os dias e na semana passada a nuvem negra estava em cima dos Progressistas, quando o PL confirmou o nome de Caroline de Toni (PL) como a sua segunda candidata ao Senado, preterindo Esperidião Amin (PP).

Mas no último fim de semana, os Progressistas fizeram, de forma coordenada, apoio e elogios ao seu senador e mostraram que estão com ele em qualquer coligação.

Dizendo que Amin é daqui do Estado, eles direcionaram o ataque à Carlos Bolsonaro, que não é catarinense e veio para o Estado apenas para disputar essa vaga. A mantra coordenado foi que Amin é o “melhor senador de Santa Catarina”.

Isso já dá muito indício que a Federação União Progressista já está com um pé e meio na coligação do PSD, que vai ter João Rodrigues (PSD) como candidato a governador.

Nesta semana, a nuvem mudou de partido e foi para cima do União Brasil. É fato que o presidente estadual do partido, deputado federal Fábio Schiochet, quer fechar a aliança com o prefeito de Chapecó.

Mas parte da bancada estadual da sigla quer que a Federação União Progressista vá com Jorginho Mello (PL). O deputado estadual Marcos da Rosa organizou um almoço no seu gabinete na terça-feira, 3, para anunciar que vai deixar o União Brasil e vai assinar a ficha no PL.

Já a algum tempo o também deputado estadual Sérgio Guimarães demonstra insatisfação e ele e Jair Miotto também podem ir para o Partido Liberal.

Isso só não vai acontecer se Fábio Schiochet garantir uma boa estrutura de campanha para que ambos busquem a reeleição.

Jorginho Mello garantiu para ambos que, no PL, eles terão a estrutura desejada e também uma nominata para fazer com que os dois tenham uma boa votação em 2026.

Tudo isso acontece porque o governador sabe que não terá a Federação na sua coligação e agora trata de enfraquecê-la, oferecendo tudo que puder para ter os principais nomes dos dois partidos para diminuir os votos de João Rodrigues.

Durante todo esse mês de março, que é quando acontece a janela partidária para a mudança de partido, o clima promete esquentar e a nuvem negra vai passar em cima de muitos partidos que sabidamente não tem estrutura para eleger quem já tem mandato.  

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