A decisão do MDB catarinense impacta muito além da eleição de 2026

O MDB de Santa Catarina apostou todas as suas fichas na parceria com o governador Jorginho Mello (PL) e acabou como um marido traído. Ficou sem o parceiro e ainda foi posto para fora de casa quando lhe tiraram a vaga de vice.

Daqui a pouco mais de uma semana o partido vai definir se lança candidato a governador próprio ou se indica o vice do prefeito João Rodrigues (PSD), já que as propostas de se aliar com a esquerda ou de continuar apoiando Jorginho Mello estão praticamente descartadas.

A decisão do MDB, independente de qual seja, pode sim decidir os rumos da eleição para o Governo do Estado em Santa Catarina. A última pesquisa mostrou que Jorginho Mello (PL) ganharia no primeiro turno, mas a pesquisa foi feita no fim de fevereiro, período em que os emedebistas ainda estão divididos.

A partir do momento de uma definição, os eleitores do MDB podem descarregar o seu voto no seu candidato a aí a coisa só se define mesmo no segundo turno.

A maior chance de o partido ter êxito em 2026 é compor a chapa de João Rodrigues, mas uma candidatura própria talvez mexeria mais com os brios da base.

Só que neste ano o MDB não vai decidir apenas os rumos da eleição de 2026. A decisão de agora vai mostrar se o partido vai, pelo menos, se manter forte em Santa Catarina ou se vai continuar definhando na política estadual.

O MDB sempre foi um partido respeitado no Estado, mas já dá sinais de que está de pé muito mais pelo que fez no passado do que efetivamente faz no presente.

Depois que o ex-governador Luiz Henrique da Silveira faleceu, os outros caciques, que sempre ficaram a reboque atrás apenas de cargos, não tiveram forças e nem capacidade de unir a militância para manter o protagonismo.

A presidência de Celso Maldaner foi desastrosa e a decisão de servir de escora para o ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) em 2022 acabou mostrando a verdadeira face de um partido que estava sem fome de vencer uma eleição.

Depois disso, Carlos Chiodini, que é considerado uma nova liderança do MDB, ainda não conseguiu colocar o Massa Bruta no trilho.

Confiar em Jorginho Mello apenas pela troca de cargos no Governo do Estado mostrou para a militância emedebista que seus parlamentares ainda pensam apenas em ocupar os espaços na máquina pública para se reelegerem.

Então, o MDB precisa pensar muito bem o que vai fazer da sua vida, pois quando você tem deputados que pensam apenas nos seus cargos e dizer que podem deixar o partido se não fizerem o que eles querem, precisa ter coragem de limpar a casa e de formar lideranças que realmente pensam no coletivo.     

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