Que garantias o Novo tem para 2030 se Jorginho Mello se reeleger em 2026?

O governador Jorginho Mello (PL) é um político de longa data, experiente, e que sabe que tem que ir aonde o eleitor está. Prova disso foi a reviravolta que deu em janeiro deste ano quando preteriu o MDB e buscou Adriano Silva (Novo) para ser seu vice.

Ele também desistiu de Esperidião Amin (PP) para não perder o voto bolsonarista de Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL) ao Senado.

Jorginho também sabe que a região norte do Estado, em especial a cidade de Joinville, pode lhe render bons frutos não só nessa eleição, mas também nas duas próximas.

O governador tinha o plano de ver o PL comandando todas as principais cidades de Santa Catarina. Hoje os liberais têm Blumenau, Itajaí e Rio do Sul e indiretamente comanda Lages pelas mãos da prefeita Carmen Zanotto, que se filiou no Republicanos que é uma extensão do PL.

Em 2024 o governador perdeu Criciúma, Chapecó, Balneário Camboriú e São José para o PSD e perdeu Joinville para o Novo, já que o seu candidato era Sargento Lima (PL).

Mas Jorginho já está pensando lá na frente e neste mês já mandou o seu ex-Chefe da Casa Civil, Kennedy Nunes, colocar o seu nome a disposição para uma futura candidatura a deputado estadual ou federal.

Por quê? Porque ele será o nome do PL na disputa pela Prefeitura de Joinville em 2028. E como fica Rejane Gambin (Novo), que vai assumir a Prefeitura no lugar de Adriano Silva no início de abril? Bem, para Jorginho, isso é um problema do partido Novo.

Outro dado importante para ser colocado na mesa é que Jorginho Mello prometeu, caso seja reeleito, que Adriano Silva será o governador do Estado no último ano do seu mandato, lá em 2030.

Essa promessa deve englobar a candidatura dele ao Governo do Estado daqui há quatro anos, mas há aí um dado histórico que não pode ser desprezado.

Até hoje, nenhum governador de Santa Catarina elegeu o seu vice. Eles sequer foram colocados como candidatos na disputa por conta de outros arranjos políticos.

Neste contexto, nem mesmo Esperidião Amin (PP) e Luiz Henrique da Silveira (MDB) escolheram seus vices para serem seus sucessores. Em 1986, Amin tinha como vice Victor Fontana, mas escolheu para ser seu candidato Vilson Kleinubing, que acabou perdendo a eleição para Pedro Ivo Campos (MDB).

Em 2002, como já havia a reeleição, Amin acabou perdendo o cargo para Luiz Henrique da Silveira, que em 2006 se reelegeu e em 2010, quando tinha como vice Leonel Pavan (PSDB), escolheu Raimundo Colombo (PSD) para ser seu candidato, que acabou vencendo e s tornando governador de Santa Catarina.

Depois de Colombo veio Carlos Moisés (PSL), que escanteou a vice Daniela Reinehr (PSL), e em seguida Jorginho Mello (PL) se elegeu com Marilisa Boehm (PL) como vice que não terá seu passe renovado por conta da escolha do prefeito Adriano Silva (Novo).

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