Nesta quinta-feira, 12, o ex-governador Jorge Bornhausen (PSD) deu uma entrevista coletiva em Florianópolis para informar que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, não será mais o candidato a governador do PSD em 2026.
Tudo começou quando João Rodrigues exigiu a expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto (PSD), por ele ter manifestado publicamente seu apoio à candidatura de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). chegou a dizer que, se isso não acontecesse, ele retiraria sua candidatura ao Governo do Estado.
Bornhausen não gostou do tom da ameaça e conversou com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que juntos decidiram convocar a imprensa para anunciar que João Rodrigues não é mais candidato a governador.
Jorge Bornhausen confirmou que o projeto do PSD segue e que o partido terá outro nome como candidato em 2026. Ele chegou a citar os nomes do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, do deputado estadual Napoleão Bernardes e até do ex-governador Raimundo Colombo.
Mesmo com essa decisão, ele espera que o prefeito João Rodrigues continue filiado ao PSD de Santa Catarina. Pessoas ligadas ao prefeito de Chapecó disseram que ele soube dessa decisão através da imprensa e que deve mesmo deixar o partido.
Na manhã desta sexta-feira, 13, num hotel de Chapecó, ele fará seu pronunciamento oficial provavelmente anunciando a sua desfiliação.
Mesmo antes desse anúncio, João Rodrigues se adiantou e foi conversar com o governador Jorginho Melo (PL) na manhã da quarta-feira, 11, na Casa D´Agronômica, em Florianópolis.
Prevendo o que poderia acontecer, ele e Jorginho colocaram na mesa a possibilidade de João Rodrigues ser o candidato a senador. O governador disse que não tem mais como voltar da decisão de ter ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL), mas que João poderia concorrer a deputado federal pelo PL.
Fato é que, quem praticamente sela a vitória no primeiro turno com essa decisão é o governador Jorginho Mello, que tinha em João Rodrigues o único capaz de unir forças para tirar a sua reeleição.
Agora, só resta saber para onde vai o prefeito de Chapecó, que mesmo perdendo a queda de braço com Topázio Silveira Neto, pode ganhar muito espaço num futuro governo de Jorginho Mello.





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