“Mexeram com o grupo errado” disse João Rodrigues na manutenção da sua candidatura

Na manhã desta sexta-feira, 13, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, deu uma coletiva para a imprensa para confirmar que continua no páreo e é candidato a governador pelo PSD em 2026.

A novo cenário surge com o aval do presidente estadual do partido, Eron Giordani, que disse que conversou com o presidente nacional, Gilberto Kassab, e que foi falado também com o governador do Paraná, Ratinho Junior, para que João Rodrigues continue na disputa, diferente daquilo que o ex-governador Jorge Bornhausen tinha dito na quinta-feira, 12.

Eron falou também que na próxima segunda-feira, 16, a executiva estadual vai se reunir para deliberar sobre a expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, que foi o estopim do racha dentro do PSD.

O presidente estadual diz que o PSD não aceita que Topázio diga abertamente que vai apoiar a reeleição de Jorginho Mello (PL) e que trabalhou para colocar o seu chefe de gabinete, Fábio Botelho, como candidato a deputado estadual pelo Podemos, contra os candidatos do partido na Grande Florianópolis.

João Rodrigues falou que esperava que Topázio Neto tivesse a mesma lealdade que o partido teve com ele em 2022, quando o filiou, mas para resolver os problemas financeiros da sua Prefeitura, “ele se entrega ao governador pra que pudesse ter convênios, trai os seus princípios e trai o partido que ele faz parte”.

Disse também que “sempre disputei minhas eleições pelo mesmo partido… sempre fui um político de direita e o nosso partido é um país de centro… sempre fui o que sou”.

O prefeito de Chapecó falou sobre a declaração do ex-governador Jorge Bornhausen, que por conta própria o destituiu da candidatura a governador.

“Ele é um home ponderado, ele sempre quis contemporizar… o Doutor Jorge, na sua sapiência, entendeu que a Prefeitura de Florianópolis era muito importante, e ela não deixa de ser importante, desde que o seu gestor tenha lealdade, tenha palavra, tenha hombridade, tenha honradez, ela é importante. Mas quando parte do princípio de que ele resolve os problemas de ordem pessoal, esquece da instituição partidária que lhe deu a oportunidade, pra mim ele não é mais necessário”, disse João Rodrigues.

Ele comentou que Jorginho Mello usou o prefeito da Capital e utiliza a máquina pública para tentar desmanchar o seu projeto. “Mas tem uma coisa que nós temos e talvez eles não têm: projeto de Estado e palavra. Palavra não se trai, você vai até o último instante sofrendo, mas mantém ela em pé porque o que mantém o home público em pé é a palavra”.

Diante da coletiva de João Rodrigues e de Eron Giordani, a candidatura ao Governo do Estado do prefeito de Chapecó está mantida e ambos deixam claro que vão lutar até contra Jorge Bornhausen para “fazer uma limpa” no PSD.

A data do dia 21 de março para a sua renúncia da Prefeitura de Chapecó está mantida e ele garante que é candidato a governador em 2026. “Mexeram com o grupo errado. Jorginho, aguarde, nós estamos em campo novamente”, finalizou.

É fato que a candidatura ao Governo do Estado de João Rodrigues ainda não tocou o coração de todos dentro do PSD. Muitos no partido estão acendendo vela para dois santos, dizendo apoiar João Rodrigues, mas mantendo a aproximação com Jorginho Mello (PL).

O único que está sendo leal, de verdade, com João Rodrigues é o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, que sempre referendou as suas decisões em nome do projeto

Estranhamente, o ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, que era tão próximo do prefeito de Chapecó, acabou sumindo e não se viu mais a presença dele na pré-campanha de João.

Rodrigues também reclamou que a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan (PSD), não se empenhou ao máximo para filiar o deputado estadual Carlos Humberto, que queria sair do PL, mas depois de uma conversa com Jorginho Mello, decidiu ficar.

O próprio presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), parece ter puxado o freio de mão sobre a candidatura do prefeito de Chapecó e vem se dedicando mais sobre a sua candidatura a deputado federal.

Raimundo Colombo também é um nome do PSD que parece estar olhando para todos os lados, esperando para decidir o melhor caminho para a sua candidatura, seja ela para qual cargo for.

Obviamente que o ponto principal desse racha foi mesmo o “desrespeito” do prefeito Topázio Silveira Neto com o PSD, mas tem também o apoio de Paulinho Bornhausen (PSD), filho de Jorge Bornhausen, que vai apoiar a reeleição de Jorginho Mello. Se expulsar Topázio, tem que expulsar Paulinho Bornhausen também.

Enfim, João Rodrigues sempre foi enfático na sua pré-candidatura e agora mostra coragem de novo e vai peitar até Jorge Bornhausen, que tem muito prestígio nacional e pode ser a maior pedra no seu sapato daqui para frente.

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