Jean Volpato vai analisar a defesa de Almir Vieira no caso da cassação do vereador do PP

Depois de uma semana calma na Câmara de Vereadores de Blumenau, a Comissão Processante que vai apurar a denúncia de quebra do decoro parlamentar contra o vereador Almir Vieira (Progressistas) recebeu nesta sexta-feira, 13, a defesa prévia apresentada pelo parlamentar.

De acordo com relator, vereador Jean Volpato (PT), o artigo 5º do Decreto-Lei nº 201/1967 diz que a Comissão Processante tem o prazo de 5 dias para dar um parecer, arquivando o caso ou recebendo a denúncia a partir da análise da defesa apresentada.

Jean comentou que a prioridade agora é realizar uma avaliação criteriosa do material protocolado para garantir que o processo siga os trâmites legais e respeite o direito de defesa.

“O nosso compromisso é conduzir o processo com responsabilidade, respeito à legislação e total transparência. Já iniciamos a análise da defesa apresentada para que a comissão possa deliberar dentro do prazo legal”, afirmou o relator.

Volpato informou ainda que o trabalho de análise já começou e que a elaboração do parecer será iniciada o mais breve possível, permitindo que a Comissão Processante tome sua primeira decisão dentro do prazo previsto em lei.

No dia 3 de fevereiro deste ano a Polícia Civil esteve na Câmara de Vereadores de Blumenau e na casa do vereador Almir Vieira (PP) para buscar documentos e apreender aparelhos eletrônicos para serem analisados por conta da Operação Happy Nation.

Naquele dia, Almir acabou sendo preso porque estava com uma soma em dinheiro vivo e foi levado para o 23º BI por ser ex-militar. Ele pagou afiança e foi liberado para responder o processo em liberdade. O delegado André Gustavo Marafiga disse que o montante encontrado pelos agentes durante o cumprimento dos mandados seria na casa de R$ 30 mil.

Tudo começou quando, em 2024, um ex-assessor denunciou o vereador por uma suposta rachadinha. Com o seguimento das investigações, a Polícia descobriu uma suposta intermediação do vereador para que a Prefeitura de Blumenau contratasse empresas para a prestação de serviços em troca do pagamento de valores.

Os crimes investigados são de peculato (rachadinha), corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, os supostos esquemas envolvem pagamento de propina pelas empresas além de recebimento de mesadas de indicados de confiança para cargos públicos.

Adicionar comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

Acompanhe

Entre em nosso grupo do Whatsapp e nos siga em nossas redes

Patrocinadores