Na última semana o PSD de Santa Catarina expôs um racha entre duas das principais lideranças. Depois que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, exigiu a expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do partido por ele ter anunciado o apoio à reeleição de Jorginho Mello (PL), o ex-governador Jorge Bornhausen disse em coletiva que Rodrigues não era mais o candidato a governador do PSD.
Quando se pensava que isso seria a decisão final, o próprio João Rodrigues, com o apoio de Eron Giordani (Presidente estadual) e Gilberto Kassab (Presidente nacional), anunciou em Chapecó que nesta segunda-feira, 16, o PSD vai iniciar o processo de expulsão de Topázio.
Bornhausen sabe que, se apoiasse a expulsão de Topázio Neto, teria que se calar na possível expulsão de Paulinho Bornhausen, que também estará com o governador de Santa Catarina em 2026.
Mas no fim de semana Jorge Bornhausen disse para a colunista Maga Stopassoli que na próxima quinta-feira, 19, vai lançar o seu pré-candidato a governador no PSD.
Na coletiva que deu na semana passada, ele citou os nomes do presidente da Alesc, Júlio Garcia, e do deputado estadual Napoleão Bernardes. Sobre Raimundo Colombo, Dr. Jorge disse que ele já teve a sua chance e que ele deve buscar uma vaga em Brasília.
Pois bem, o deputado Júlio Garcia sempre se mostrou como um apoiador de João Rodrigues e que estava trabalhando firma pela sua candidatura a deputado federal.
Só que ele já havia fechado uma parceria com Topázio, onde faria a dobradinha com Fábio Botelho (Podemos) que vai ser candidato a deputado estadual.
Mas se Topázio realmente ficar no PSD e apoiar Júlio, ele vai quebrar o acordo que fez com a deputada estadual Paulinha em apoiar a candidatura dela a deputada federal. Ou seja, se colocou numa sinuca de bico tendo que apoiar dois nomes para o mesmo cargo só pra eleger o seu pupilo.
Já Napoleão Bernardes já disse na sexta-feira, 13, a noite que não vai aceitar nenhuma eleição que não seja para deputado estadual. Muito provavelmente lembrando do fiasco de 2018, ele garantiu que vai a reeleição em 2026.
E se Colombo não é um nome preferido de Jorge Bornhausen, vamos ver quem ele vai escolher para tentar melar a pré-candidatura de João Rodrigues ao Governo do Estado.
Fato é que o ex-governador e benemérito do PSD não vai apoiar o prefeito de Chapecó de jeito nenhum e que deve ser mais um que vai se juntar ao time de Jorginho Mello.
A incógnita está em cima de nomes importantes do PSD, como Leonel (Camboriú) e Juliana Pavan (Balneário Camboriú), Clésio Salvaro (Criciúma), Vaguinho Espíndola (Criciúma), Liba Fronza (Navegantes) e Ismael dos Santos (Blumenau).
O único que se posicionou publicamente em favor de João Rodrigues foi o ex-prefeito de Rio do Sul, José Thomé, que postou um vídeo na sua rede social no fim de semana.





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