Na segunda-feira, 16, o Progressistas de Santa Catarina se reuniu em Florianópolis para uma conversa sobre a eleição de 2026. O dilema fica por conta da candidatura ao Senado de Esperidião Amin, que já disse que não vai desistir de buscar a sua reeleição.
O problema é com quem os Progressistas vão estar neste ano. A maioria dos membros da executiva, entre eles o presidente estadual do partido, Leodegar Tiscoski; o secretário-geral Aldo Rosa e o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, que prometeram para o governador Jorginho Mello (PL) que o partido vai apoiá-lo.
O mais estranho é que eles são ligados a Amin, mas não há espaço para que ele seja candidato a senador na coligação de Jorginho Mello.
A única possibilidade, caso o PP apoie a reeleição do governador, é Amin sair com uma candidatura avulsa, mas sem as mesmas condições de Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL).
Outro problema é que o Progressistas tem uma Federação com o União Brasil e a decisão de quem vão apoiar tem que ter a concordância das duas legendas. O terceiro problema é que o presidente do União Brasil de Santa Catarina, deputado federal Fábio Schiochet, quer apoiar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
Schiochet sabe que o governador só quer os apoios sem precisar dar nada em troca, e isso pode inviabilizar os partidos de elegerem um bom número de deputados estaduais e federais.
Outro ponto a ser destacado é que membros da executiva do Progressistas estão vendo apenas os cargos que podem ganhar num futuro governo de Jorginho Mello.
Tanto é que, na noite de segunda-feira, os membros do PP favoráveis a coligação com o PL foram jantar com Jorginho Mello na Casa D´Agronômica para dar um parecer das últimas conversas.
Nesse jantar, o senador Esperidião Amin preferiu não comparecer, indo a outro compromisso que já tinha agendado. Amin quer que a decisão só saia mesmo na Convenção Estadual, entre julho e agosto deste ano.
Fato é que muitos filiados do Progressistas querem garantir suas vagas no governo, independente se Amin for ou não eleito. É o chamado “farinha pouca, meu pirão primeiro”.





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