Se não bastasse a interferência do governador Jorginho Mello (PL) no PSD catarinense através de aliados como o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, e do secretário de Estado Paulinho Bornhausen, agora foi a vez do Progressistas.
Na segunda-feira, 16, a executiva estadual provisória, presidida por Leodegar Tiscoski e Aldo Rosa, fizeram uma reunião para sacramentar o apoio à reeleição do governador de Santa Catarina.
Depois disso, foram para um jantar na Casa D´Agronômica para informar para Jorginho Mello que o PP estava com ele. Por trás disso, teve a articulação do governador com aqueles que já estão no seu governo, como Silvio Dreveck, que é o atual secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços.
Só que não, pois o senador Esperidião Amin, que até participou de parte da reunião de segunda-feira, não gostou nada da atitude e recorreu ao presidente nacional dos Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Ele, que já estava descontente com Jorginho Mello por ter deixado Amin de fora da vaga ao Senado na sua coligação, destituiu a atual executiva e entregou o PP catarinense para Amin.
Ciro não engoliu a quebra do acordo com o PL de Valdemar Costa Neto por conta da imposição de Jorginho em ter Caroline de Toni (PL) do seu lado e de dizer que não queria partidos que já foram apoiadores de Lula em Brasília.
O senador Esperidião já declarou que não abre mão da sua reeleição e já disse também que não aceita ser um candidato avulso. Ele quer uma coligação com chapa completa, com candidato a governador, vice e dois senadores, onde um deva ser ele mesmo.
Em fevereiro deste ano o próprio Ciro Nogueira já tinha dito que apoia a pré-candidatura de João Rodrigues ao Governo de Santa Catarina. Se isso vai se confirmar, ninguém sabe, mas essa ação mostra que Amin e Ciro não veem Jorginho como um bom aliado, pelo menos nesse momento.
Esse período de montagem de chapas é mesmo turbulento e com tantos políticos fortes envolvidos, é fato que cada um vai pensar só no seu lado. Cabe ao eleitor filtrar tudo isso pra não sair votando em candidatos que visam somente vencer eleições.







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