Desde a semana passada o PSD de Santa Catarina convive com uma briga interna entre o grupo do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, e o grupo do ex-governador Jorge Bornhausen.
Tudo isso aconteceu porque o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, e o filho do Dr. Jorge, Paulinho Bornhausen, apoiam a reeleição de Jorginho Mello (PL) desde as eleições municipais de 2024.
A diferença entre Topázio e Paulinho é que Bornhausen filho se licenciou do PSD quando resolver assumir a Secretaria de Estado de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos.
João Rodrigues deu até às 18 horas de terça-feira, 17, para que Topázio também se licenciasse do partido para não ser expulso.
Topázio não se licenciou e o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, já protocolou o processo de expulsão do prefeito de Florianópolis que vai ser apreciado na reunião da executiva que vai acontecer às 18 horas de hoje em Florianópolis.
Também nessa quarta-feira, 18, Jorge Bornhausen vai dar outra coletiva, por volta das 15 horas, para anunciar que o ex-governador Raimundo Colombo será seu candidato ao Governo do Estado pelo PSD.
O problema é que Raimundo Colombo postou no “X” e mandou para toda a imprensa que “João Rodrigues é o candidato do PSD”. Ele agradeceu a Jorge Bornhausen pela lembrança, mas aposta “na união e no entendimento”.
O jornalista Marcelo Lula chagou a publicar no seu site que ouviu do Dr. Jorge que ele não só vai anunciar o seu candidato, mas vai cobrar de João Rodrigues o motivo de uma suposta reunião que ele teve na semana passada com Jorginho Mello na Casa D´Agronômica.
Segundo ele, Jorginho teria oferecido R$ 300 milhões em obras para a Prefeitura de Chapecó para que João Rodrigues desistisse da candidatura a governador.
A assessoria de João Rodrigues negou que houve qualquer reunião ou conversa informal com Jorginho sobre recursos oferecidos.
Enfim, Jorge Bornhausen já mostrou que escolheu o seu lado e vai fazer de tudo para minar João Rodrigues em 2026.
Então, essa quarta-feira será decisiva para o prefeito de Chapecó, que pode sepultar de vez Jorge Bornhausen e Topázio Neto dentro do PSD, ou ser obrigado a conviver com o fogo amigo de ambos, que farão de tudo para que ele fique sem mandato a partir de 2027.






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