Estava agendado para as 18 horas desta quarta-feira, 18, a reunião híbrida da executiva estadual do PSD para deliberar sobre a expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto.
Só que no fim da manhã de hoje decidiu-se pelo cancelamento da reunião para que tudo seja ajeitado sem a necessidade de um embate interno. A intenção é arrumar a bagunça e resolver os problemas do PSD dentro do PSD de Santa Catarina.
O articulador dessa engenharia é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia, que tem entrada no gabinete de João Rodrigues, apesar de não serem próximos, e é muito amigo do ex-governador Jorge Bornhausen.
Inclusive, Júlio já conversou com João Rodrigues para que ele reveja a decisão de não ser mais candidato a governador caso Topázio não seja expulso e que mantenha a renúncia da Prefeitura de Chapecó para evitar especulações.
Diante desse novo fato, o prefeito de Chapecó fez um vídeo informando que a data da sua renúncia não será mais no dia 21 de março, mas sim no dia 4 de abril.
A justificativa principal é a falta de lugar para fazer o evento na cidade de Chapecó por conta da Mercoagro, que lotou os hotéis da cidade. No vídeo, ele diz também que até o início do mês que vem ele decidirá o seu futuro, o futuro do partido e fará as conversas que precisam serem feitas para viabilizar a candidatura ao Governo do Estado.
A SAGA CONTINUA
Enfim, tudo isso vai se alongar até o fechamento da janela de transferência partidária, esperando que Topázio se licencie ou troque de partido por vontade própria.
Outro ponto é que membros do PSD, como Júlio Garcia, entendem que João Rodrigues é o único nome viável para essa disputa, pois sem ele a candidatura do PSD fica esvaziada e isso prejudicaria também os candidatos a deputado estadual e federal e até a candidatura de Ratinho Junior a presidência da República aqui em Santa Catarina.
Dr. Jorge também teve que ser “amansado” por Júlio Garcia para não fazer nenhum pronunciamento com um novo nome do PSD ao governo de Santa Catarina. Até esse momento, nenhuma coletiva foi anunciada e ele se mantém quieto, como espera Júlio Garcia
OUTRO VÍDEO
Num outro vídeo, João Rodrigues também negou que Jorginho Mello (PL) teria oferecidos convênios de R$ 300 milhões para a cidade de Chapecó para que ele desista da candidatura. Segundo ele “se eu fosse mal caráter, eu poderia usar esse expediente que houve a tentativa. Mas eu pratico uma política limpa, eu pratico uma política correta”. Ele completa a informação dizendo que “eu não serei covarde não ao ponto de concordar com essa notícia fake News. Não, não é verdade. O governador nunca me chamou para oferecer absolutamente nada”.
Resumindo, só faltou ele dizer que Jorge Bornhausen mentiu para prejudicar a candidatura dele e a de Jorginho Mello para enaltecer um nome que seria escolhido pelo Dr. Jorge para ser o candidato do PSD.





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