As melancias vão se ajeitando na carroça da política catarinense

A briga interna no PSD foi o assunto mais comentado nos últimos dias e o capítulo final se deu nesta quinta-feira, 19, quando o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, entregou a carta de desfiliação, evitando o processo de expulsão.

A possibilidade de desfiliação já corria nos corredores da Prefeitura de Florianópolis durante a quarta-feira, quando o PSD tinha uma reunião marcada para abrir o processo de expulsão e o fato se concretizou, resolvendo o problema do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

No seu comunicado, ele disse que “política para mim é diálogo, gratidão e respeito. Considero a palavra dada o bem mais valioso de um homem público. E tenho repulsa aos que acreditam que política se faz com truculência, intimidação e socos na mesa”.

Agora, Topázio se dedicará exclusivamente ao aniversário da cidade para depois pensar para onde vai se filiar. Na verdade, quem vai comandar a filiação de Topázio é o governador Jorginho Mello (PL). De forma óbvia, as possibilidades são o PL, o Republicanos e o Podemos, partidos que vão apoiar a reeleição do governador em 2026.

Mas na tarde desta quinta-feira, o ainda prefeito de Joinville, Adriano Silva, visitou Topázio na Capital e fez o convite para que ele assine a ficha no Partido Novo. A intenção do partido é comandar as duas maiores Prefeituras de Santa Catarina e Topázio é o próximo alvo.

No próximo dia 30 de março o prefeito de Ascurra, Arão Josino (Novo), vai renunciar ao cargo para assumir a Secretaria de Estado do Planejamento, que hoje é tocada pelo ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Republicanos), que será candidato a deputado federal.

O convite foi feito pelo próprio governador e Arão decidiu assumir. Arão Josino começou a sua trajetória na política em Blumenau, na administração do ex-prefeito Napoleão Bernardes.

Ele se filiou no PSD quando Napoleão também foi para o partido. Antes de ser prefeito de Ascurra, ele já atuou como chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação e também como Executivo de Articulação Estadual no gabinete da Casa Civil.

E por falar em Republicanos, quem assinou ficha no partido foi a deputada federal Geovânia de Sá, que era do PSDB. O deputado estadual Lucas Neves, que era do Podemos, também foi para o Republicanos. Os atos de filiações ocorreram em Brasília com a presença do presidente estadual do Republicanos, deputado federal Jorge Goetten.

Quem também vai se filiar no PL é o deputado estadual Jair Miotto, que ainda está no União Brasil. A assinatura da ficha deve acontecer nos próximos dias e essa mudança reforça o descontentamento dele com Fábio Schiochet, que deve apoiar o prefeito de Chapecó nas eleições de 2026.

Miotto queria que a Federação União Progressista ficasse com Jorginho Mello (PL), mas a entrega do comando do PP para Esperidião Amin praticamente sacramenta o apoio do PP e do União Brasil a João Rodrigues.

Jair Miotto também entende que o PL possa lhe dar mais condições para que ele se reeleja na eleição deste ano.

Quem também já faz ameaças de deixar o atual partido é o deputado federal Ismael dos Santos. Hoje, ele está filiado no PSD, mas diz que pode ir para o PL por causa dos desentendimentos internos.

Na verdade, o assédio do governador Jorginho Mello (PL), que é o presidente estadual dos liberais, já vinha acontecendo há algum tempo e Ismael já admite a troca. O deputado tem o comando da Assembleia de Deus no Estado e não depende tanto dos demais eleitores.

Então, se for para o PL, não atrapalharia a candidatura do ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing, que se filiou no PL nesta semana para buscar uma cadeira na Câmara Federal.

O fato curioso é que Ismael pode novamente estar no mesmo partido do deputado estadual Marcos da Rosa, que já foi seu assessor na Câmara de Vereadores de Blumenau e já fez parte do seu grupo político e religioso.  

Só que Ismael pode enfrentar resistência do grupo bolsonarista do PL, já que em algumas ocasiões votou com o Governo Lula. Na última manifestação ele chegou a ser vaiado pelos direitistas de Blumenau e passou por uma saia justa na frente da Prefeitura Municipal.

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