Em setembro de 2025 o Complexo Esportivo do Sesi foi transferido para a Prefeitura, tornando-se patrimônio municipal após uma permuta entre a Fiesc e o Governo de Santa Catarina.
A estrutura, com mais de 206 mil m², tem quadras poliesportivas, piscinas, pista de atletismo homologada e campo de futebol profissional onde as equipes da cidade já usaram para disputar competições estaduais e nacionais.
A Prefeitura de Blumenau, ainda na administração do prefeito Mário Hildebrandt (PL), mostrou o interesse em ter o complexo com o objetivo de reduzir custos de aluguel para secretarias e centralizar atividades esportivas, com promessas de investimentos em manutenção.
Só que neste mês de março surgiu a informação que a Prefeitura de Blumenau havia firmado um acordo com a SAF do Blumenau Esporte Clube para que o time administre o complexo do campo de futebol em troca de obras orçadas em R$ 1.081.741,78.
Segundo o acordo, o Bec teria que pagar mensalmente o valor de R$ 40 mil para ter o campo, mas esse não será cobrado até que se chegue ao valor total de investimento, o que dá cerca de 27 meses. A partir daí, a Saf do Bec passará a pagar o valor mensalmente para ter a exclusividade do uso.
O acordo permite que a Saf use o campo não só para jogos de futebol, mas também para eventos. O Bec pode também alugar o campo para outras equipes, cobrando por jogos cedidos ou dividindo as despesas. A intenção da Prefeitura é que o Bec divida o espaço com o Metropolitano, que não participa desse acordo.
Só que o problema não é só com o campo, mas sim com todo o Complexo do Sesi. O Bec manteria apenas a parte do campo, mas como fica todo o restante, já que a Prefeitura de Blumenau está com problemas de caixa e tem muitos empréstimos feitos na administração de Mário Hildebrandt que tem que ser pagos.
A administração municipal teve que novamente aprovar o parcelamento do ISSBLU, não tem verba para a manutenção da cidade, está com dificuldade para pagar fornecedores e recorre ao Governo do Estado para manter as obras.
Só que o Complexo do Sesi não pode ficar sem manutenção, caso contrário ficaria mais caro para reformar qualquer equipamento que hoje está sendo usado lá por atletas e pelos moradores da cidade.
A Prefeitura tem que explicar não só a parceria com o Bec, mas principalmente como vai manter o Sesi, pois tudo aquilo ali, se for relegado a segundo plano, pode virar um elefante branco difícil de recuperar lá na frente.





Adicionar comentário