Apertem os cintos, a fidelidade partidária sumiu

Até 2022, víamos ainda um pouco da fidelidade partidária, mesmo que disfarçada, que ainda restava nos políticos brasileiros e catarinenses.

Mas já nas eleições municipais de 2024, vimos candidatos trocando de partido com ideologias extremamente antagônicas, o que já sinalizava que eles só pensaram na disputa pelo cargo.

Agora, em 2026, estamos vendo deputados, vereadores, prefeitos e até senadores confundindo o eleitor. Esperidião Amin (PP) já contava com uma vaga na coligação do governador Jorginho Mello, mas como foi preterido por ele, passou a venerar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

Já João Rodrigues decidiu dar um basta nessa infidelidade partidária e exigiu do PSD que expulsasse o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que por conta da pressão, decidiu se desfiliar.

De quebra, conseguiu também isolar o ex-governador Jorge Bornhausen, que tentou destituir o prefeito de Chapecó, e conseguiu a desfiliação de Paulinho Bornhausen.

Paulinho e Topázio tinha manifestado abertamente, mesmo filiados no PSD, que iriam apoiar a reeleição de Jorginho Mello.

Mas nessa toada da infidelidade partidária, onde o político está num partido e decide tomar outro rumo por vontade própria, estão os deputados Valdir Cobalchini (MDB), Fernando Krelling (MDB), Emerson Stein (MDB) e Jerry Comper (MDB).

A maioria da base emedebista está votando para que o partido tenha candidato próprio ou fique com João Rodrigues, mas eles querem apoiar Jorginho Mello.

Fato é que o PL está se transformando num partido que vai abrigando gente que pensa apenas em se eleger ou se reeleger em cima da onda bolsonarista.

Se perguntar para a maioria dos políticos que hoje estão ou vão se filiar no Partido Liberal qual é a base ideológica da sigla, eles vão repetir “Deus, pátria, família e liberdade”, copiando a frase muitas vezes dita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Aqui em Santa Catarina, o presidente estadual do PL, governador Jorginho Mello, é o maior incentivados dessa debandada sem ideologia, pois também está pensando apenas na sua reeleição e, estrategicamente, precisa ter do seu lado a maioria dos políticos com voto.

Se isso é certo ou errado, só o eleitor pode dizer, mas tá mais que na hora do Tribunal Superior Eleitoral tomar uma atitude sobre isso porque os partidos estão se transformando em mero detalhe na vida dos políticos.

Se é para cada um defender aquilo que é melhor para a sua eleição, se deveria aprovar a possibilidade dos candidatos disputarem os cargos sem partido, defendendo apenas aquilo que acreditam e apoiem abertamente quem eles acham que será melhor para a sua caminhada eleitoral.

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