Desistência de Ratinho Junior pode colocar João Rodrigues e Jorginho Mello no mesmo lado

O governador do Paraná, Ratinho Junior, divulgou na tarde dessa segunda-feira, 23, uma nota informando que seguirá no cargo de governador até o fim de 22026 e que não vai mais disputar nenhum cargo na eleição deste ano.

Com isso, o PSD pode optar pelas outras duas opções do partido, que são os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ou pode também integrar a coligação do senador Flávio Bolsonaro, que será o candidato a presidente do PL.

Isso colocaria João Rodrigues e Jorginho Mello do mesmo lado apoiando o mesmo candidato a presidente. O problema é saber se Flávio subiria no palanque do PSD em Santa Catarina, mesmo o prefeito de Chapecó sendo mais próximo de Jair Bolsonaro do que Jorginho Mello, como já demonstrou Carlos Bolsonaro quando ligou para João Rodrigues.

A nota da assessoria de comunicação do Governo do Paraná diz que “O governador Ratinho Junior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano. Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família. O fato foi levado ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda, 23”.

Ainda de acordo com o comunicado, Ratinho Junior justificou a decisão alegando que tem um compromisso com o eleitorado do Paraná e que pretende se dedicar a ele até o fim do mandato.

Teoricamente nada muda, já que João Rodrigues (PSD) conseguiu o que queria, que era não ter Topázio Neto, prefeito de Florianópolis, e Paulinho Bornhausen, secretário de Estado de SC, filiados no partido.

E o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também já disse que o seu partido terá candidato a presidente em 2026, pois o maior objetivo dele é ter um grande número de deputados federais e senadores a partir de 2027 para que o PSD nacional continue tendo força política para decidir sobre as principais pautas do Congresso.

Como dizia Miguel Livramento, “o jogo é jogado e o lambari é pescado”. Então, João Rodrigues agora não tem mais como desistir e vai tentar reforçar a sua campanha com Amin ao Senado e o MDB e a Federação União Progressista (PP e União Brasil) lhe apoiando.

Hoje, todos os partidos estão rachados, principalmente aqueles que ainda não estão com Jorginho Mello justamente pela força e dinheiro do Governo do Estado que estão sendo empregados nas prefeituras.

E como já disse o próprio João Rodrigues, ele vai para uma disputa desigual sabendo da força da máquina do Estado e que está estruturado para a reeleição do atual governador.

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