Filha de Silvio Santos será candidata em São Paulo a pedido de Gilberto Kassab

Depois de 37 anos o sobrenome Abravanel é novamente colocado numa disputa política. É que Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, recebeu o convite e disse sim para o PSD de Gilberto Kassab para se candidatar a deputada federal na eleição deste ano.

A filiação já acontece nesta terça-feira, 24, e a entrada dela no PSD é visto como um movimento que mistura televisão, recall popular e cálculo eleitoral.

A reunião com a cúpula do partido na semana passada foi tão satisfatória que Silvia nem pensou duas vezes. Aceitou sem consultar as irmãs.

O assunto, que já vinha sendo tratado entre os mais íntimos, não estava de todo fechado, pois havia dentro do PSD quem era a favor e quem era contrário à filiação da filha do dono do Baú.

Silvia apresenta o programa infantil Sábado Animado no SBT, onde comanda brincadeiras e exibe desenhos.  A apresentadora reformulou a atração, que conta com novo cenário, e é conhecida por sua interação lúdica com o público infantil e foco em inclusão.

Ela tem mais de vinte anos de experiência na TV e preside a Associação Brasileira de Combate à Obesidade (ABCO).

Senor Abravanel, ou Silvio Santos, foi candidato à Presidência do Brasil em 1989 pelo extinto Partido Municipalista Brasileiro (PMB).

Ele entrou na disputa faltando apenas quinze dias para a eleição e logo assumiu a liderança das pesquisas de intenção de voto. A classe política da época conseguiu impugnar a candidatura dele no TSE por irregularidades no registro do partido.

Depois disso, o chamado “caçador de marajás” Fernando Collor de Mello (PRN) derrotou o petista Luiz Inácio Lula da Silva e virou presidente da República, tendo que renunciar em 1992 para não ser cassado pelo Congresso Nacional.

A acusação contra Fernando Collor foi de fazer parte de um esquema de corrupção e tráfico de influência liderado por seu tesoureiro de campanha, Paulo César Farias (PC Farias). Denúncias, incluindo a de seu irmão Pedro Collor, apontaram desvio de verbas, uso de “fantasmas” para pagar despesas pessoais e teve também o caso do Fiat Elba.

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