Acendeu o sinal de alerta na esquerda de Santa Catarina para a eleição de 2026

No dia 6 de abril próximo o ex-deputado estadual Gelson Merísio, que ainda é filiado no Solidariedade, mas deve se transferir para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, vai dar uma entrevista coletiva muito provavelmente para anunciar a sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

Ele, mais uma vez, vai representar a esquerda, comandando um projeto que foi elaborado pelo Palácio do Planalto para que Lula (PT) tivesse um palanque minimamente atraente em Santa Catarina.

Além do PT, a esquerda já tem o PSB, o PDT, o PCdoB e o Partido Verde, faltando o sim do Psol que tem o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré, como pré-candidato a governador.

A intenção da Frente de Esquerda é ter uma chapa ao Governo do Estado com Merísio e a ex-deputada estadual Ângela Albino, que sempre foi do PCdoB, mas se filiaria no PDT. Para o Senado, o primeiro nome seria o presidente do Sebrae, Décio Lima (PT), e a segunda vaga seria destinada ao Psol.

O problema agora é que Gelson Merísio não empolga nem o pessoal da esquerda e não tem tido um bom desempenho nas últimas pesquisas de intenção de voto, o que pode fazer com que Lula tenham menos votos em 2026 do que em 2022.

Então, foi lançado outro balão de ensaio para ver se um outro nome tem um desempenho melhor do que o nome atual. Antes de Merísio, o nome a governador era de Décio Lima e ele foi relançado nesta semana para medir a sua popularidade junto ao eleitorado catarinense, principalmente o de esquerda.

Se os números forem muito acima daqueles apresentados por Gelson Merísio, a cúpula da esquerda em Brasília pode desmontar tudo que construiu e remanejar as cadeiras para evitar um problema maior no cenário federal.

O Governo Lula já tem que consertar a desaprovação do presidente, que neste ano foi a maior em todos os anos que Luiz Inácio esteve na presidência e terá que fazer um trabalho forte para conter a subida de Flávio Bolsonaro, que neste momento, está à frente de Lula numa eventual disputa no segundo turno.

O PT entende que qualquer voto deva ser conquistado, pois a eleição presidencial será muita acirrada e não se pode diminuir a representatividade, mesmo em Estados onde o bolsonarismo predomina.

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