Em 2025 tudo estava praticamente certo para que o MDB indicasse o vice de Jorginho Mello (PL) na sua reeleição e Esperidião Amin (PP) seria um dos seus candidatos ao Senado, levando para a coligação do governador a Federação União Progressista (PP e União Brasil).
Só que em janeiro de 2026 Jorginho viu que o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), tinha 8% das intenções de voto na sua pré-candidatura a governador e puxou ele para ser o seu vice, desalojando o MDB da vaga.
Também deu um cavalo de pau na escolha dos candidatos ao Senado, desistindo de Amin e confirmando Caroline de Toni na segunda vaga, montando uma chapa pura com Carlos Bolsonaro (PL).
Então, o MDB decidiu largar da mão do governador e o União Brasil também não quis mais ficar na sua reeleição. Jorginho ainda tentou ficar com o PP aliciando a executiva estadual e alguns deputados estaduais, mas o presidente nacional, Ciro Nogueira, destituiu a antiga direção e colocou Amin na presidência.
Com isso, o Progressistas correu para a coligação de João Rodrigues junto com o MDB e o União Brasil, criando uma frente que nunca poderia-se imaginar por conta das diferenças histórias que sempre tiveram ao longo dos anos.
Resumindo, Jorginho Mello uniu os desunidos e agora vai ter contra si uma frente que tem força política, tem bom tempo de TV, tem um bom Fundo Eleitoral e terá uma boa base com capacidade de levar João Rodrigues para o segundo turno.
Prometendo mundos e fundos para parlamentares, candidatos e prefeitos do MDB, PP, PSD e União Brasil, Jorginho Mello também gerou uma desunião nessas siglas, mas isso também gerou uma revolta na maioria que fez com que a possibilidade de ter algum desses partidos na sua coligação ficasse quase impossível.
Com a definição das chapas, a eleição estadual em Santa Catarina passou de um WO em favor do governador para uma disputa muito acirrada, já que a esquerda também terá nomes mais fortes que os de 2022 e o azarão será mesmo o candidato Marcelo Brigadeiro (Missão), que já prometeu que vai apertar seus adversários e pode colocar Jorginho numa saia justa.
Enfim, os três primeiros meses deste ano foram muito movimentados na política estadual e os próximos prometem ser bastante curiosos e cheios de surpresas por conta do cenário nacional.
Na teoria, temos em Santa Catarina três candidatos com chances de irem para o segundo turno, mas dificilmente algum dos seus adversários deverá escolher o governador para apoiar se realmente tivermos a segunda votação da eleição, que ocorreria no dia 25 de outubro.





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