Não é de hoje que o deputado federal Ismael dos Santos, hoje no PSD, pensa em migrar para o PL para ter mais chance de vitória na eleição de 2026.
Para ficar no PSD, ele quer que o partido tenha mais nomes com apelo eleitoral para aumentar a quantidade de votos da legenda.
Com essa matemática, Ismael entende que o PSD consegue eleger dois nomes a Câmara Federal. A intenção dele era que o ex-governador Raimundo Colombo também fosse candidato a deputado federal, mas Colombo diz que não quer retomar a carreira política através desta vaga.
Então, Ismael dos Santos acha que o PSD só com ele e com o deputado estadual Júlio Garcia, que vai ser candidato a deputado federal, como puxadores de voto será pouco para eleger dois nomes.
Ele até já conversou com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, expondo a situação, mas conversou também, na semana passada, com o governador Jorginho Mello (PL), que fez com que ele já colocasse pelo menos um pé no Partido Liberal.
ISMAEL NO PL?
Mas se Ismael realmente for para o PL, ele pode desbancar um dos atuais deputados federais do partido, já que a conta dos liberais é de eleger de 6 a 7 nomes para a Câmara Federal.
A deputada federal Caroline de Toni não vai buscar a reeleição, o que abre uma das vagas do partido, que pode ser preenchida por Ismael, que nas últimas eleições foi um dos que fizeram mais de 100 mil votos.
Ismael é um candidato que comanda a Assembleia de Deus aqui no Estado e tem a vantagem de não depender tanto do eleitor avulso e isso lhe dá uma vantagem sobre os demais concorrentes.
OUTROS CONCORRENTES
Só que partidos aliados de Jorginho Mello também querem pelo menos uma cadeira em Brasília.
O Republicanos já tem Jorge Goetten e Geovânia de Sá e quer eleger três federais em 2026. O Podemos pensa em eleger dois nomes, sendo que a candidata mais forte do partido é a deputada estadual Paulinha.
Entre os partidos adversários, o PSD deve eleger um dos seus candidatos e o mais provável é Júlio Garcia. Quem pode sofrer baixas é o MDB, que hoje tem três deputados federais. O PP também pensa em eleger um de seus candidatos e Ângela Amin, se confirmar o seu nome a Câmara Federal, pode ficar com uma das cadeiras.
Só com essa configuração, alguns dos atuais deputados federais podem não conseguir manter a vaga em Brasília.
Sem falar que Ismael indo para o PL dificultaria muito a eleição de João Paulo Kleinubing, não só por ser da mesma região, mesmo transitando em campos diferentes, mas JPK teria que fazer o número mágico de 100 mil votos para ter chance de vitória.
É fato que o PL terá a maioria das 16 cadeiras de Santa Catarina, mas muita gente boa, que é puxador de voto, vai apenas servir para engordar a legenda e olhar Brasília como suplente.





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