João Rodrigues renuncia e dá o ponta pé para a sua pré-campanha

A terça-feira, 31, em Chapecó foi de despedida para o agora ex-prefeito da cidade, João Rodrigues (PSD), que passou o cargo para o vice Valmor Scolari (PSD) diante das lideranças dos aliados do MDB, PP e União Brasil.

Mesmo com ovelhas desgarradas, como os deputados estaduais Jerry Comper e Fernando Krelling, o MDB compareceu em peso, tendo na solenidade o presidente Carlos Chiodini, os deputados estaduais Mauro de Nadal, Volnei Weber e Tiago Zilli e os ex-deputados Neuto de Conto e Rodrigo Coelho.

Do PP, estava presente o deputado Altair Silva e Fábio Schiochet foi representando não só o União Brasil, mas como toda a Federação União Progressista. Do PSD, foram a Chapecó os deputados estaduais Júlio Garcia e Napoleão Bernardes, entre outros correligionários que lotaram o templo da Get Church, no bairro Universitário.

Em vídeo, Esperidião Amin disse “quero te dar os parabéns. Que Deus permita estarmos juntos numa jornada de unidade”.

A renúncia passou a ser a largada da pré-candidatura ao Governo do Estado de Rodrigues, que não poupou comparações da administração de Jorginho Mello com a sua em Chapecó. Aliás, a cidade mais importante do Oeste catarinense será o modelo da sua gestão, caso vença a eleição de 2026.

Como último gesto. João Rodrigues anunciou um pacote de obras no valor de R$ 200 milhões. No seu discurso, o ex-prefeito disse que sai da Prefeitura com Chapecó 100% asfaltada e pediu que o eleitor catarinense lhe dê a oportunidade de “mostrar aquilo que fizemos e como fizemos. Que os catarinenses saibam, sim, que é possível fazer obras de infraestrutura desde que sejam planejadas”.

Além da saída de João Rodrigues da Prefeitura de Chapecó, o dia foi marcado também pela filiação do deputado estadual Nilso Berlanda no PSD e do deputado estadual Vicente Caropreso e do ex-governador Carlos Moisés da Silva no União Brasil.

A filiação de Berlanda aconteceu no evento de Chapecó, onde ele sai da base de apoio do governador Jorginho Mello e migra para o PSD para apoiar João Rodrigues.

Já Vicente Caropreso deixa uma história de 30 anos no PSDB para respirar novos ares no União Brasil. Desde 2002, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou o Palácio do Planalto, o ninho tucano tem amargado derrotas no Brasil e em Santa Catarina que culminou com a perda de muitos nomes e de força para conseguir eleger seus representantes e por isso que Caropreso precisou mudar para ter chance de reeleição em 2026.

Já o ex-governador Moisés levou uma rasteira da executiva nacional do Republicanos em 2024 e desde então estudava entrar num novo partido que lhe desse a condição de ser candidato a deputado federal neste ano.

Ele foi convidado pelo PP para assinar ficha, mas para não atrapalhar a candidatura do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que vai concorrer a deputado federal, Carlos Moisés preferiu ingressar no UB.

Com bom humor, ele diz que fará parte da frente dos ex-governadores em Santa Catarina que estarão com João Rodrigues. Além dele, integram esse grupo os ex-governadores Esperidião Amin (PP), Raimundo Colombo (PSD), Eduardo Pinho Moreira (MDB) e Paulo Afonso Vieira (MDB).

Na reunião ministerial que aconteceu na terça-feira, 31, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) continua como vice na sua chapa de reeleição.

Na reunião, foi anunciado também a saída de 14 ministros, entre eles o próprio Alckmin, que comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, permanecendo como vice-presidente da República.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), políticos que ocupam cargos nos Executivos e vão disputar as eleições deste ano, precisam renunciar seis meses antes do dia da votação. Então o prazo final é o próximo sábado, 4 de abril. Mas os cargos de presidente, vice-presidente, governador e vice-governador são exceções e não precisam renunciar, assim como os deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

  • Fernando Haddad (PT-SP), Fazenda – Vai disputar o governo de São Paulo;
  • Renan Filho (MDB-AL), Transportes – Deve disputar o governo de Alagoas;
  • Rui Costa (PT-BA), Casa Civil – Deve disputar o Senado;
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR), Secretaria de Relações Institucionais – Deve disputar o Senado;
  • Simone Tebet (PSB-SP), Planejamento – Deve disputar o Senado;
  • Marina Silva (Rede-SP), Meio Ambiente – Deve disputar o Senado;
  • André Fufuca (PP-MA), Esporte – Deve disputar o Senado;
  • Carlos Fávaro (PSD-MT), Agricultura – Deve disputar o Senado;
  • Waldez Góes (PDT-AM), Integração Nacional – Deve disputar o Senado;
  • Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), Portos e Aeroportos – Busca a reeleição para a Câmara;
  • Paulo Teixeira (PT-SP), do Desenvolvimento Agrário – Busca a reeleição para a Câmara;
  • Anielle Franco (PT-RJ), Igualdade Racial – Deve disputar a Câmara;
  • Sônia Guajajara (Psol-SP), Povos Indígenas – Deve disputar a Câmara;
  • Macaé Evaristo (PT-MG), Direitos Humanos – Deve disputar a Assembleia Legislativa;
  • Camilo Santana (PT-CE), Educação – Deve ajudar na campanha de Lula;
  • Márcio França (PSB-SP), Empreendedorismo – Pode ser coordenador de campanha de Lula ou disputar o Senado;
  • Wolney Queiroz (PDT-PE), Previdência – Pode ajudar na campanha ou concorre a Câmara;
  • Alexandre Silveira (PSD-MG), Minas e Energia – Pode concorre ao Senado ou continuar no governo para contornar a crise dos combustíveis;
  • Luciana Santos (PCdoB-PE), Ciência e Tecnologia – Pode concorrer a algum cargo no seu Estado;
  • Sidônio Palmeira, Comunicação Social – Deve ser exonerado no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na campanha.

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