A infidelidade partidária virou prática corriqueira na política de Santa Catarina

Há pouco mais de seis meses para a votação do primeiro turno, parece que as chapas ao Governo do Estado e ao Senado em Santa Catarina começam a ganhar cara.

Na principal disputa, Jorginho Mello (PL) terá como vice o prefeito Adriano Silva (Novo); João Rodrigues (PSD) terá como vice um nome do MDB; a esquerda deve lançar Gelson Merísio (PSB) com a vaga de vice ocupada por Ângela Albino (PDT) e Marcelo Brigadeiro, do Missão, será o franco atirador.

Para o Senado, o PL vai ter Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni; a coligação de João Rodrigues terá apenas o atual senador Esperidião Amin; a esquerda deve lançar Décio Lima, Afrânio Boppré ou até Dário Berger (PSDB) e o Missão ainda não definiu seu nome.

Mas antes de tudo isso, o MDB era para ter sido vice de Jorginho Mello; o Novo era para ter ficado com o PSD; Amin era o nome preferido ao Senado do atual governador e Gelson Merísio e Dário Berger foram escolhidos pela esquerda porque são nomes identificados com a direita.

Ou seja, a ideologia de uma legenda foi para o espaço e essa dança das cadeiras mostra a facilidade com que os políticos trocam de partido e de coligação pensando apenas no poder que um cargo eletivo dá para o vitorioso.

Essa feira livre praticada por todos escancara o atual cenário, mostrando um momento grave na política brasileira e catarinense, onde ninguém tem identidade, compromisso e jogam a ideologia partidária na lata do lixo.

Mas o pior mesmo será a disputa pelas duas vagas ao Senado, onde o segundo voto vai se transformar no maior balcão de negócios da política e a infidelidade será prática corriqueira, fazendo da traição a regra e não mais a exceção.

Isso não é só preocupante, mas ratifica que na política vale tudo e, para quem tem a máquina na mão, compra a maior parte dos puxadores de voto para conquistar a maior parte das cadeiras para ter a maior fatia do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

Nunca foi tão caro manter a política partidária no Brasil e nunca se viu tamanha falta de zelo com o dinheiro público na busca pelo voto.

E o povo brasileiro, que não tem mais como mudar esse cenário por não ter mais nenhum poder de decisão, apenas assiste a tudo pagando essa conta.

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