Na terça-feira, 31, aconteceu uma reunião no gabinete do deputado estadual Fernando Krelling (MDB), na Assembleia Legislativa, com as presenças dos também deputados estaduais Jerry Comper, Emerson Stein e Antídio Lunelli e do deputado federal Valdir Cobalchini.
Mesmo o presidente estadual Carlos Chiodini já tendo batido o martelo pelo apoio à candidatura de João Rodrigues (PSD) ao Governo do Estado, alguns parlamentares continuam querendo apoiar a reeleição de Jorginho Mello (PL).
A justificativa de Krelling é que o partido esteve até este ano no Governo do Estado e não deve abandonar o barco para buscar um novo caminho. Ele diz também que, como Joinville terá a vaga de vice, é mais um motivo para que o MDB fique com o governador.
Vale destacar que Fernando Krelling indicou o presidente da Fesporte e o deputado Jerry Comper, que até esta semana era secretário de Estado da Infraestrutura, pretende voltar ao posto se o governador continuar na Casa D´Agronômica a partir de 2027.
NÃO TEM VOLTA
Mas Carlos Chiodini diz que os encontros regionais feitos em várias cidades do Estado mostraram que a opção de ficar com Jorginho Mello não passou de 10%.
As duas opções mais votadas foram uma candidatura própria, o que para a maioria da executiva estadual entende que neste momento seria inviável, e o apoio à João Rodrigues.
A base do MDB não engoliu ser trocado pelo Novo na vaga de vice-governador na chapa de Jorginho e que o partido não poderia ser relegado a um mero apoiador sem representante nenhum na majoritária.
Então, mesmo com a “forçação de barra” dos deputados emedebistas, o partido vai seguir com o PSD e agora busca um nome para preencher a vaga de vice de Rodrigues.
OS NOMES
Dois políticos despontam como mais viáveis: o próprio Carlos Chiodini, que é representante do norte do Estado, e o deputado federal Rafael Pezenti, que tem as suas bases no Alto Vale e também no Oeste de Santa Catarina por conta do agronegócio.
Mas Antídio Lunelli, que anunciou que vai ficar no MDB para buscar a reeleição, também pode ser alçado para a vaga, caso ele seja aceito pelos demais componentes da coligação, já que manifestou apoiar o atual governador.
Enfim, o MDB parece entrar nos eixos e a coligação de João Rodrigues já começa a percorrer o Estado para aumentar a visibilidade e se tornar forte para chegar num eventual segundo turno.
PROGRESSISTAS TAMBÉM

No Progressistas a situação não é muito diferente, pois um movimento liderado pelo ex-presidente estadual Leodegar Tiscoski, que foi destituído pelo presidente nacional, senador Ciro Nogueira (PP-PI), e pelos deputados estaduais José Milton Scheffer e Pepe Colaço e também pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, anunciaram apoio à reeleição de Jorginho Mello (PL).
Mas como Ciro Nogueira colocou Esperidião Amin para comandar o PP em Santa Catarina e representar o partido na Federação União Progressista, a legenda vai ficar no grupo de João Rodrigues em 2026.
Não aprovaram
A base do PP também não aceitou que o governador de Santa Catarina preterisse Amin em favor de uma chapa pura do PL ao Senado e a maioria está com Amin. Só que 41 prefeitos do PP manifestaram na semana passada apoio a reeleição do governador, mas a atual executiva diz que tudo aconteceu na base da pressão das emendas.
O próprio João Rodrigues decidiu interferir e disso para todos os prefeitos que se sentirem pressionados a apoiar Jorginho Mello, que aceitem as emendas e não se manifeste em apoio dele, pois se ganhar a eleição deste ano, vai pagar as emendas e não vai fazer como Jorginho Mello, que não pagou as emendas assinadas pelo ex-governador Carlos Moisés e depois as reassinou como se fosse um novo programa de obras.





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