A panela começa a ferver no terceiro andar da Prefeitura de Blumenau

O prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari (PL), vai dar posse nessa quarta-feira, 8, para os novos secretários municipais Fernando Lenzi, que vai comandar a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) no lugar de Fábio Campos, e o vereador Marcelo Lanzarin (PP), que volta para a Secretaria de Promoção da Saúde (Semus) no lugar de Douglas Rafael.

Mais uma vez, essas nomeações mostra a grande influência que o ex-prefeito João Paulo Kleinubing (PL) tem nessa administração, pois já tinha indicado nomes importantes do colegiado, como o chefe de gabinete de Egídio, Dênio Scotini, e o secretário Walfredo Balistieri (Desenvolvimento Econômico).

Mas neste momento a atual gestão de Blumenau tem grandes problemas administrativos, como na manutenção e conservação da cidade e no Samae, que ainda enfrenta situações críticas no abastecimento de água em vários bairros.

A imagem que o morador de Blumenau tem é que o prefeito ainda não conseguiu ter as rédeas da sua própria administração e não tem a capacidade política para evitar o embate com os adversários que estão até dentro do próprio PL.

A situação do partido em Blumenau já chegou na Casa D´Agronômica e tem preocupado até o governador Jorginho Mello (PL), que sabe que Egídio patina na Prefeitura de Blumenau e que isso vai impactar não só na eleição de 2026, mas principalmente na eleição de 2028.

A situação é tão negativa que o prefeito e a vice de Blumenau estão respondendo na Justiça Eleitoral uma ação movida pelo partido Novo, que hoje é um aliado do governador, que apura suposto abuso de poder político e de autoridade na eleição de 2024.

Na Câmara Municipal, mesmo tendo um presidente do PL, Egídio tem desde o início da sua administração uma briga com Ito de Souza (PL), que também não faz força nenhuma para frear as críticas de outros vereadores contra o prefeito.

Até entidades de classe, que sempre se posicionaram em favor das administrações municipais, estão em stand by a espera de algo que consiga despertar o lado positivo da classe empresarial, que veem a cidade com problemas de comando.

Enfim, Egídio Ferrari tem aceitado situações que tiram da sua mão as ações necessárias para fazer a cidade voltar a andar e resolver problemas que, inicialmente, são simples, mas neste momento crescem e vão acabar, se nada mudar, passando por cima de um prefeito que ainda não mostrou o que prometeu.

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