O voto evangélico se transformou em trunfo político na eleição de 2026

É fato que o eleitor evangélico tem servido de moeda de troca para políticos ligados a estas igrejas e os partidos não vão desprezar essa fatia do eleitorado brasileiro.

Em Santa Catarina a coisa não tem sido diferente e o PL e o Republicanos tem sido o principal caminho de candidatos que precisam se posicionar de acordo com a vontade desses fiéis.

Os movimentos recentes mostraram que políticos como o deputado federal Ismael dos Santos, os deputados estaduais Marcos da Rosa e Jair Miotto e o ex-deputado estadual Narcizo Parizotto buscam se alinhar prioritariamente com legendas ligadas a direita com ideologia definida e que trafeguem num campo conservador.

Partidos de direita buscam o eleitor evangélico para tê-los não só por uma eleição, mas sim por um período indeterminado, fazendo com que eles tenham não só a força do voto, mas também a força da pressão popular para pautas ligadas ao conservadorismo.

Os direitistas estão se consolidando muito por causa de um alinhamento que passa por pautas ligadas a costumes, valores, segurança e principalmente pela religiosidade.

Mesmo que o político tenha uma linha mais de centro, estar num partido com um discurso claro e objetivo acaba facilitando a conexão com essas bases e consequentemente acaba facilitando a vitória em eleições tão disputadas como será a de 2026.

Em 2018 o ex-presidente Jair Bolsonaro baseou a sua campanha em cima da frase “Deus, pátria, família e liberdade” e transformou os seus eleitores em seguidores, que até aquele momento estavam desamparados e sem uma liderança que lhes representasse e lutasse contra uma esquerda que os desprezava.

Hoje, poder usar a foto de Bolsonaro na campanha é praticamente um passaporte para falar com o eleitor religioso que leva muito em consideração uma postura diferente de tudo que a esquerda prega.

Essa mudança não aconteceu por acaso, mas sim através de uma estratégia montada a partir de uma necessidade eleitoral que desmontasse a soberania da esquerda e pudesse ter a mesma força do lulismo, que até aquele momento reinava sozinho.

Em 2026 a direita e a esquerda devem ter no Brasil o mesmo capital político, mas em Santa Catarina os direitistas devem manter a supremacia e o voto evangélico deverá fazer a diferença na hora de escolher o próximo presidente do Brasil, o governador, os 2 senadores, os 16 deputados federais e os 40 deputados estaduais.

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