Depois de ser preterido pelo governador Jorginho Mello (PL), o senador Esperidião Amin (PP) fechou apoio a chapa do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), junto com o União Brasil, que com o PP forma a Federação União Progressista, e também com o MDB.
Então, numa reunião entre os partidos dessa coligação, ficou definido que Amin seria o único candidato ao Senado do grupo para que ele tivesse capital político para enfrentar principalmente Carlos Bolsonaro (PL), Caroline de Toni (PL) e Décio Lima (PT).
Teoricamente ele já tem os votos dos pepistas e da base do União Brasil e precisa agora mostrar que pode ser também o candidato do MDB em 2026.
Daí surge a estratégia de ter como seus suplentes membros históricos do MDB e diante desse cenário Esperidião Amin já conversou com dois nomes.
Um deles foi o ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça, que se aposentou da política em 2022, onde colocou no seu lugar o ex-assessor e hoje deputado federal Rafael Pezenti (MDB).
Peninha diz que ainda está pensando nessa possibilidade, mas que já até conversou com Amin sobre ser um dos suplentes do pepista. O ex-deputado federal comentou que já dividiu bancada em Brasília com Esperidião e também com a sua esposa, Ângela Amin (PP), e que a rivalidade entre PP e MDB é coisa do passado.
Disse inclusive que já fez oposição ao governo de Amin quando ele era governador e peninha era deputado estadual, mas hoje a política mudou, os tempos mudaram, e não há nenhum problema de MDB e PP caminharem juntos. Segundo Peninha, isso até é uma evolução dos partidos aqui em Santa Catarina.
Outro nome que também recebeu o convite para ser suplente foi o também ex-deputado federal Edinho Bez. O seu nome foi colocado na mesa pelo próprio Rogério Peninha, que articula para que Bez seja o segundo suplente de Amin.
Com esses dois suplentes, Amin, que é um nome já estadualizado, teria na sua chapa um suplente como Peninha, com forte influência no Vale do Itajaí, e Edinho Bez, que não só tem boa penetração no sul de Santa Catarina, mas hoje é diretor institucional da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), formada por senadores e deputados e que trabalham em favor da logística nacional e modernização da infraestrutura do Brasil.
As conversas estão avançadas, mas tudo deve ser definido mesmo mais para frente, onde devem aguardar a definição das convenções partidárias para bater o martelo.





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