Campo Democrático é a primeira chapa completa a ser apresentada em Santa Catarina

Na manhã desta quinta-feira, no hotel Intercity (Florianópolis), o “Campo Democrático de Santa Catarina” apresentou as chapas majoritárias para a eleição de 2026 aqui no Estado.

O grupo é composto pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), PSB, PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade.

A chapa vai ter como candidato a governador o ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSB); a vice será a também ex-deputada estadual Ângela Albino (PDT) e os candidatos aos Senado serão o ex-prefeito de Blumenau, Décio Nery de Lima (PT), e o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré (Psol).

As duas suplentes de Décio são a esposa do ex-senador Dário Berger, Elaine Berger (PDT), e a empresária de Jaraguá do Sul, Fernanda Klitzke (PT). Já na suplência de Afrânio foram colocadas a ex-deputada federal Luci Choinacki e a psicóloga de Laguna e suplente de deputado federal Aparecida “Cida” da Silva.

Segundo Merísio, a partir de agora, depois da apresentação dos nomes, a coordenação do grupo vai começar a organizar a agenda da pré-campanha para fortalecer o campo democrático em Santa Catarina e buscar as lideranças regionais que, por algum motivo, não concordaram com a formação dessa coligação.

Quem vai ficar responsável pela organização das propostas do Plano de Governo será a candidata a vice, Ângela Albino, e terá a cooperação da ex-senadora Ideli Salvatti (PT) e do professor Elson Pereira (Psol).

Merísio comentou também que, nesse momento, é importante que o grupo assimile as principais propostas para “poder vender a ideia para o eleitor”. O Campo Democrático se mostrou favorável a escala 5 x 2 e a Tarifa Zero no transporte público.

No seu discurso, Gelson Merísio confidenciou que, depois de 8 anos, volta a disputar uma eleição em Santa Catarina por conta de um pedido feito pelo presidente Lula (PT), que precisava dele para fortalecer a votação da reeleição do presidente, que vê Santa Catarina como o cenário mais difícil para a esquerda no país.

A conversa com Lula aconteceu há dois meses e a partir daquele momento se iniciou a construção do novo projeto que, para Lula, pode também ir para o segundo turno, assim como ocorreu em 2022 com Décio Lima.

Caso isso ocorra novamente, o grupo da esquerda vai sim chamar as demais forças para estruturar um projeto de coalisão para vencer a eleição. Resumindo, o principal objetivo da esquerda é tirar Jorginho Mello (PL) do Governo de Santa Catarina.

A estratégia será comparar como estava o Estado antes de 2018 e agora, oito anos depois de ter comandados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Como linha para o convencimento do eleitor, Merísio deixou escapar que não se pode aceitar o extremismo. Para ele “Santa Catarina não é Estado pra radicalismo, nem de direita, nem de esquerda”.

Chegou a frisar que a extrema-direita sequestrou os valores do catarinense e transformou o conservadorismo em extremismo contra imigrantes e contra quem pensa diferente deles.

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