Joinville é a cidade mais populosa de Santa Catarina e está numa região muito importante por conta da forte economia, pelos políticos que tem e pelo número de eleitores que possui.
Mas Joinville se transformou numa cidade importante para as eleições ao Governo do Estado lá nos tempos do ex-governador Pedro Ivo Campos (PMDB).
Mas a sua força ficou evidente mesmo na eleição de Luiz Henrique da Silveira (MDB), que se elegeu governador em 2002 numa das eleições mais surpreendente de Santa Catarina.
Nos últimos anos Joinville tem sido um reduto do MDB, mas em 2020 o partido Novo conseguiu quebrar essa hegemonia e hoje administra o maior PIB do Estado.
Na eleição de 2018 para o Governo do Estado, Carlos Moisés (PSL) venceu a eleição muito pela força do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também porque Joinville tinha perdido o seu maior líder, o então senador Luiz Henrique da Silveira, que havia falecido três anos antes.
Mas em 2022 o governador Jorginho Mello (PL) levou em consideração a importância da região norte e foi buscar Marilisa Boehm (PL) para ser a sua vice. Marilisa não era sequer política, mas estava representando a região de Joinville, que viu nela a oportunidade de voltar a comandar Santa Catarina e de ter mais proximidade com a administração estadual.
Agora, em 2026, Jorginho repete a fórmula, abrindo mão do MDB e buscando o agora ex-prefeito Adriano Silva (Novo) para ser seu vice.
Só que não é só o atual governador que tem os olhos voltados para a Manchester Catarinense. O ex-prefeito João Rodrigues (PSD), que é pré-candidato a governador, já decidiu que seu vice também virá da região de Joinville.
O seu vice vai vir do MDB e João já deu as coordenadas do perfil de nome que pretende ter ao seu lado na campanha.
NO MESMO BARCO
Diante desse fato, o MDB parece ter resolvido seus problemas internos e já cogita colocar nessa vaga parlamentares que antes apoiavam abertamente Jorginho Mello.
Obviamente que o principal nome dessa lista é o deputado federal Carlos Chiodini, que é o presidente estadual do partido.
Mas nomes como do deputado estadual Fernando Krelling, do deputado estadual Antídio Lunelli e do ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de Joinville, Rodrigo Coelho, já foram colocados na mesa.
No tradicional almoço de terça-feira do MDB na Assembleia Legislativa, foi colocado essa situação para Krelling e ele entendeu os encaminhamentos do partido e não recusou a possibilidade.
Lunelli já tinha postado um vídeo que não sairia do MDB, mas que vai buscar a reeleição. Essa situação não mudou e parece que realmente será essa a sua preferência.
Já Rodrigo Coelho gostou do convite e não descarta deixar a pré-candidatura de deputado federal para trás para ser o vice de João Rodrigues.
Fato é que João quer anular o trunfo de Jorginho e sabe que só o MDB pode se equiparar, ou até superar, a força de Adriano Silva nessa eleição.
Então essa eleição para o Governo do Estado deve mesmo ficar mais nas mãos desses dois nomes e quem souber seguir mais fielmente a cartilha da vitória, leva vantagem sobre o adversário.
Daqui a pouco mais de seis meses saberemos se os esforços feitos por Jorginho Mello e por João Rodrigues deram resultado ou se um deles, ou os dois, foram surpreendidos por algo que ninguém cogitou.





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