Já perdemos ídolos enormes como Ayrton Senna, Silvio Santos, Pelé, Dercy Gonçalves, Chico Anysio, Jô Soares e na sexta-feira (17) Oscar Schmidt. Essas pessoas representam literalmente o que é o Brasil, mas representam também gerações que cresceram e tiveram o privilégio de ver o que eles fizeram.
Pessoas quem nem gostavam tanto de Fórmula 1, que nem assistiam o SBT, que não torcem para o Santos, que nem gostam tanto de humor, mas sempre paravam pra ver “essa gente” quando elas apareciam na TV.
Eles tinham o dom e a capacidade de chamar a atenção do brasileiro, de arrastarem multidões e de trazer leveza para a vida de quem tinha tantas dificuldades na vida. Eram acima de tudo patriotas e sempre melhoravam o país do seu jeito.
Não sei quem ainda temos com esse nível de importância, mas na minha prateleira eu coloco o Zico, Carlos Alberto de Nóbrega, as umbilicais Hortência e Paula, Lima Duarte, Fernanda Montenegro, Gustavo Kuerten, Luciano do Valle e outros que talvez lembre depois.
Mas uma coisa que hoje eu dou graças a Deus que não aconteceu é que Oscar Schmidt, Silvio Santos e outros que militaram na política não continuaram nela e não se elegeram para cargo nenhum. Silvio foi candidato a presidente em 1989 e Oscar foi candidato a senador em 1998.
Isso faria a história deles ser jogada no ralo por gente que nunca chegariam aos pés desse nível de ser humano.
Oscar Schmidt era tão grande que, mesmo sendo Corinthiano, saiu de Brasília para São Paulo para jogar no Palmeiras na primeira oportunidade de um grande clube. Em Brasília, ele começou a jogar basquete no time Vizinhança.
Ele foi convidado para jogar na NBA e só não foi porque entendia que nada seria mais importante que a Seleção Brasileira, já que na época, quem jogava na NBA, era considerado profissional e não poderia mais disputar uma Olimpíada.
O ídolo não é uma pessoa normal e são pessoas com um talento sobrenatural em todos os sentidos, mas fazem questão de viverem como as pessoas que o idolatram porque eles não se acham especiais e nem acima de ninguém.
Fazem questão de atender todo mundo pela importância que acham que o público tem na sua própria vida e não medem a sua importância pelo dinheiro que recebem, mas sim pelo que representam para as pessoas.
Enfim, mais um grande homem brasileiro nos deixa, mas não morre. Eles deixam de conviver com a gente aqui no nosso plano, mas seguem a sua jornada como grandes pessoas que são.
Se um dia me perguntasse para onde queria ir depois de morrer, diria que era justamente onde eles estão. Não pra ficar com gente importante, mas sim para aprender e voltar e fazer o que eles fizeram.
A vida passa, o tempo passa e em menos de cem anos uma geração inteira é substituída. Então, vamos viver porque dinheiro nenhum compra felicidade e no fim é só isso que realmente vale.





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