Até o início dos anos 2000 a região Oeste de Santa Catarina era uma parte do Estado que tinha muito mais ligação com o Rio Grande do Sul do que propriamente com Santa Catarina.
Mas com o fortalecimento do agronegócio, a região se desenvolveu a tal ponto que precisou dos portos do litoral para escoar a sua produção, fincando a sua importância comercial e política na economia e fazendo com que sua representatividade política também aumentasse mais que outras regiões.
Hoje, o Oeste tem na Câmara Federal as deputadas Carol De Toni (PL) e Daniela Reinehr (PL) e os deputados Pedro Uczai (PT) e Valdir Cobalchini (MDB), sendo a maior bancada catarinense junto com o Sul, que também tem 4 deputados federais (Norte tem 3, Vale do Itajaí tem 33 e Alto Val e tem 2).
Na Assembleia, a Bancada do Oeste tem temos deputados estaduais Altair Silva (PP), Fabiano da Luz (PT), Jair Miotto (PL), Luciane Carminatti (PT), Marcos Vieira (PSDB), Mauro de Nadal (MDB), Neodi Saretta (PT) e Padre Pedro Baldisseta (PT).
Também é a maior bancada do legislativo catarinense junto com o Vale do Itajaí, porém a bancada do Vale tem nomes que representam o Alto Vale e o Litoral, o que compreende uma região muito maior e mais populosa.
Antes da vitória de Jorginho Mello, em 2022, a última vez que o Oeste teve um governador foi quando Pedro Ivo Campos (MDB) faleceu (fevereiro de 1990) e Casildo Maldaner (MDB), que era seu vice, assumiu até o fim daquele ano.
Já para a eleição ao Governo do Estado deste ano, o Oeste é o maior protagonista, tendo quatro dos cinco nomes da disputa representando a região. O governador Jorginho Mello (PL), que vai buscar a reeleição, é natural de Herval D´Oeste; João Rodrigues (PSD), mesmo tendo nascido no norte do Rio Grande do Sul, tem sua base em Chapecó; Gelson Merísio (PSB) é natural de Xaxim; e Ralf Zimmer Junior (PRD), que é natural de Chapecó, mas há anos vive em Florianópolis. Somente o carioca Marcelo Brigadeiro (Missão) que não tem ligação com o Oeste, pois desde que veio para o Estado mora Balneário Camboriú.
Mesmo assim, a população do Oeste catarinense diz estar desassistida pelo Governo do Estado, mas principalmente pelo Governo Federal, que, segundo seus representantes, só é lembrada pela Receita Federal na hora de cobrar impostos.
O Oeste catarinense é visto como muito melhor que outras regiões do Agro do país porque não tem somente o desenvolvimento econômico, mas tem também o desenvolvimento social, com escolas, estrutura de cidade e lazer.
Mesmo com menos eleitores, o Oeste catarinense se transformou num dos principais centros de poder político do estado através na sua organização e principalmente a atuação em bloco.
Enquanto outras regiões têm votos mais dispersos, ou seja, votam em candidatos de outras regiões, o Oeste tem concentrado a sua força de voto, mantém lideranças consolidadas e reduz o “efeito onda”, que é votar em quem está aparecendo mais.





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