É fato que a sustentação da direita no Brasil está ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele, inclusive, foi quem mapeou a maioria dos pré-candidatos ao Senado nos Estados e foi quem escolheu seu filho Flávio para ser o pré-candidato a presidente do Partido Liberal na eleição de 2026.
Em Santa Catarina, Bolsonaro exigiu que Carlos fosse o candidato a senador, dando a segunda vaga para a escolha do governador Jorginho Mello (PL). Outro filho do ex-presidente que também vai concorrer a deputado federal por Santa Catarina é o vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan (PL).
Já Michelle Bolsonaro deve concorrer ao Senado pelo Distrito Federal e o único que não poderá disputar nada neste ano é Eduardo, que está exilado nos Estados Unidos.
Então, diante desse cenário, a família Bolsonaro tem muita possibilidade de eleger todos e de comandar, a partir de 2027, um grupo com muita força política dentro do Congresso Nacional e, quem sabe, até no Governo Federal, caso Flávio derrote Lula na eleição presidencial.
Se tudo isso acontecer, muito provavelmente o principal ponto atacado pelo possível presidente Flávio Bolsonaro será a segurança pública, pois esta é a área que ele vem buscando informações a mais tempo.
No dia 1º de dezembro de 2025 Flávio deu uma entrevista para o podcast Flow e lá mencionou várias vezes a forma como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, fez para implementar uma repressão severa contra gangues, reduzindo drasticamente a criminalidade no seu país.
Mas em El Salvados, o presidente conseguiu também eleger mais de 80% dos congressistas e aprovou todas as leis necessárias para as mudanças.
Aqui no Brasil, para que Flávio também consiga fazer as mudanças necessárias, vai ter que eleger a maioria no Senado e na Câmara Federal e vai ter também que ter na presidência das duas casas alguém da sua confiança.
E é aí que entra Carlos Bolsonaro, caso também se eleja em 2026. Há uma possibilidade muito grande do PL escolher o filho 2 de Jair Bolsonaro para presidir a Casa.
Hoje, o PL é o partido com mais senadores, tendo 15 nomes, seguido pelo PSD com 14 e o MDB com 10 parlamentares.
Obviamente que o PL precisaria eleger muito mais senadores para ter o controle total dessa escolha, mas foi justamente para isso que Jair Bolsonaro ficou à frente dessas decisões.
A direita, com o controle do Senado, mesmo perdendo a corrida presidencial, coloca uma igualdade de forças no Brasil e consegue barrar muitas ações não só do presidente da República, mas também do STF.
Mas se Carlos Bolsonaro realmente trilhar esse caminho hipotético, Santa Catarina pode ter não só a fama de um estado conservador, mas terá também uma força política que talvez nunca tenha tido em momento algum no Brasil.





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