É “favas contadas” que a instituição MDB vai participar da coligação do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador do PSD, João Rodrigues, na eleição deste ano.
Mas, assim como já fez com os prefeitos do Progressistas, o governador Jorginho Mello (PL) contou com a ajuda de deputados emedebistas para também conversar com prefeitos do MDB.
A reunião aconteceu na noite de segunda-feira, 27, no Hotel Majestic, em Florianópolis, e contou com a presença, segundo a própria organização, de 54 prefeitos e 25 vice-prefeitos de várias regiões do Estado.
Oficialmente, o encontro foi organizado pelo prefeito da cidade de Quilombo, Jaksom Natal Castelli, que na manhã de segunda-feira esteve em reunião na Casa Civil do Governo do Estado.
Mas os participantes eram recebidos pelos deputados estaduais Jerry Comper, Fernando Krelling e Antídio Lunelli; pelos suplentes Emerson Stein e Cleiton Fossá; pelo deputado federal Valdir Cobalchini, pelo diretor do BRDE, Mauro Mariani, e pelo ex-prefeito de Mafra, Emerson Maas, que é pré-candidato a deputado estadual.
Foi montado também um espaço com uma câmera de vídeo onde os prefeitos podiam gravar uma mensagem de apoio à reeleição de Jorginho Mello.
Quem também participou do evento e ganhou destaque na mesa foi a viúva de Luiz Henrique da Silveira, a senadora Ivete Appel da Silveira, que tem uma parceria com o governador de longa data.
A imagem dela foi usada para demonstrar para a base que, se estivesse vivo, Luiz Henrique estaria apoiando a reeleição de Jorginho Mello.
Na sua fala, Jorginho Mello disse que se reuniu com Carlos Chiodini, presidente estadual do MDB, no último fim de semana e que vai se reunir com ele novamente na próxima quinta-feira, 29.
FALTA DE RESPEITO
Aliás, a cúpula do MDB de Santa Catarina achou um desrespeito com o partido usar esse tipo de estratégia para “tentar criar um cenário inexistente”. Alguns filiados chagaram a comentar que “se não bastasse preterir o MDB na composição da sua majoritária, Jorginho usa a esposa de Luiz Henrique para enganar a base”.
Mesmo assim, a cúpula emedebista entende que esse tipo de encontro faz parte do jogo, até porque os prefeitos ainda precisam do Governo do Estado para receberem as suas emendas para obras importantes nos seus municípios, e que ainda “tem muita água para passar debaixo dessa ponte”.
Mas a reação mais contundente veio do Sul do Estado, com o ex-governador Eduardo Pinho Moreira. Ele declarou que, antes de qualquer coisa, “a história do MDB precisa ser respeitada”.
Já o governador Jorginho Mello afirma que “o MDB nunca rompeu com o governo e quero que continuem fazendo parte dele”.
OUTRAS INTENÇÕES

É fato que esse movimento dentro do MDB está sendo encabeçado pelos parlamentares que querem continuar tendo espaço dentro do Governo do Estado ou precisam do governador para melhorarem as suas chances de vitória na eleição de 2026.
Inclusive, o deputado estadual Antídio Lunelli vê com bons olhos ser suplente da pré-candidata ao Senado, Caroline de Toni, caso o seu partido apoie a reeleição de Jorginho Mello.
Mas, de concreto mesmo, ele já publicou um vídeo na sua rede social dizendo que não sairia do MDB e que vai buscar a sua reeleição.
Já o deputado estadual Jerry Comper quer não só se reeleger, mas também voltar a comandar a Secretaria de Estado da Infraestrutura se o governador continuar em 2027.
O deputado estadual Fernando Krelling tem indicados na Fesporte e Emerson Stein também não rejeitaria voltar para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
O deputado federal Valdir Cobalchini vai tentar se reeleger em 2026, mas quer eleger também o seu filho, o vereador de Florianópolis João Cobalchini, para uma cadeira na Assembleia Legislativa. João já tem uma parceria com o prefeito Topázio Neto (Podemos), que será um dos apoiadores do governador.
Enfim, nada é por acaso na política e tudo tem um porque nessa engrenagem que promete girar a todo vapor até as convenções partidárias.





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