Nas tradições abraâmicas, a figura do Messias traz mudanças profundas para a humanidade e para o mundo.
No Cristianismo, o Messias trouxe a salvação espiritual e o perdão dos pecados e no seu retorno, espera-se que ele traga a restauração final de todas as coisas e o julgamento.
Obviamente que o advogado-geral da União Jorge Messias, que teve seu nome rejeitado no Senado para o cargo de ministro no Supremo Tribunal Federal, não é e nem será esse tipo de Messias, mas trás a mensagem para Lula de que o futuro poderá ser sombrio e com outras derrotas.

O Messias brasileiro é evangélico e atua como diácono na Igreja Batista Cristã de Brasília e terá que rezar muito para que o Governo Federal consiga reverter um quadro que a cada semana fica mais complicado.
O presidente tem amargado seguidas quedas de popularidade, vê o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) crescer nas pesquisas eleitorais e as movimentações do Congresso mostram que o Centrão está cada vez mais distante do seu governo.
Foi a primeira vez em 134 anos que um presidente da República não emplaca um indicado na Corte e essa derrota no Senado deixou claro que, pela primeira vez, Lula se mostra fragilizado no cenário político nacional.
O problema maior é que Lula sabia que o nome de Jorge Messias poderia não passar porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), queria mesmo que o presidente indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSB). Só que Lula quer ver Pacheco como o candidato a governador da esquerda em Minas Gerais.
Então, o presidente da República terá que escolher outro nome para indicar ao STF e, desta vez, ficará obrigado em agradar o presidente do Senado que na quarta-feira mostrou realmente quem está dando as cartas no Congresso Nacional.





Adicionar comentário