Maio é o mês decisivo para o vereador afastado Almir Vieira

No dia 23 de fevereiro deste ano a Câmara Municipal de Blumenau aprovou, com 10 votos favoráveis, a abertura do processo de cassação do vereador Almir Vieira (PP).

A Comissão Processante tem 90 dias para decidir se Almir será ou não cassado e esse prazo vai se encerrar no dia 25 deste mês.

Há 23 dias do fim de todo esse imbróglio, o vereador teve um revés jurídico. É que o advogado de Almir, Diego Vinicius de Oliveira, havia pedido na justiça a suspensão do processo de cassação baseado no mesmo pedido feito pelo vereador de Joinville, Cleiton Profeta (PL), na Câmara Municipal de lá.

Mas na última quinta-feira, 30, o juiz Bernardo Ern, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Blumenau, rejeitou o mandado de segurança apresentado pela defesa e, com isso, o processo de cassação segue normalmente.

Então, a partir das 8 horas de hoje Comissão Processante vai começar a ouvir as dez testemunhas de defesa. Além do próprio vereador Almir Vieira, serão ouvidos o ex-secretário de Esporte, Paulo Mund; o ex-diretor de comunicação da Câmara de Blumenau, Wagner Schanaider; uma testemunha que a defesa não apresentou o nome, e outros funcionários e ex-funcionários da Casa.

Todos sabem que esse julgamento é mais político do que jurídico. Almir nunca foi um político amado pelos seus pares e quando assumiu a presidência da Câmara, acabou piorando a situação com os seus pares.

Agora, se o pedido da sua cassação for para o plenário, é bem provável que ele seja aprovado. Isso só não vai acontecer se as forças políticas de Blumenau agirem nos bastidores e os vereadores forem obrigados a mudar uma decisão que muito provavelmente já tinham tomado desde que a Polícia Civil deflagrou a Operação Happy Nation.

A Operação Happy Nation, deflagrada no dia 3 de fevereiro de 2026, investiga um esquema de corrupção, rachadinha e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mais de 30 mandados de busca e apreensão nas cidades de Blumenau, Balneário Camboriú, Itapema e Videira e o principal alvo é o vereador Almir Vieira (PP), que foi preso, mas acabou liberado depois do pagamento de fiança.

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