Senadora Ivete da Silveira não entende o tamanho do cargo que ocupa

A senadora catarinense Ivete Appel da Silveira (MDB) deu uma entrevista nesta terça-feira, 5, para o jornalista Emanuel Soares, da rádio Jovem Pan News Florianópolis, e falou que não via necessidade de dizer como votou na sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, que pretendia ser o novo ministro do STF, mas acabou sendo rejeitado pela maioria dos senadores.

Ele até foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, mas no plenário do Senado viu seu nome ser rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis a indicação do presidente Lula (PT).

Dona Ivete era suplente e herdou o cargo quando Jorginho Mello (PL) se elegeu governador, em 2022. De lá para cá, tem sido uma senadora discreta e, em algumas ocasiões, tem votado com o Governo Lula.

Inclusive, tem recebido críticas de parlamentares bolsonaristas de Santa Catarina, como a deputada federal Júlia Zanatta (PL), que entende que o seu partido não pode ter uma aliança com o MDB por darem suporte ao PT em Brasília.

Quando Emanuel questionou a senadora como ela tinha votado no caso de Jorge Messias, Ivete respondeu que “todo mundo viu o resultado e o voto é secreto e eu não sou obrigada a dizer como é que eu votei”.

Emanuel tentou mais uma vez para ver se a senadora dizia em quem votou e ela respondeu “já foi votado, então não há necessidade de saber”.

Já os senadores Esperidião Amin (PP) e Jorge Seif (PL) fizeram questão de divulgar seus votos, onde ambos informaram que votaram contra a indicação de Jorge Messias.

A senadora Ivete da Silveira não é mais unanimidade nem dentro do MDB, pois ela faz parte do grupo que quer ver o partido com Jorginho Mello na eleição de 2026, mesmo tendo sido trocado pelo partido Novo e sem ocupar nenhum cargo na majoritária na reeleição do governador.

Na mesma entrevista, a senadora tentou diminuir a divisão de grupos dentro do seu partido e disse que somente em junho ou julho “as coisas serão consolidadas”.

Para ela “o MDB é um partido muito unido. Sempre procuramos ouvir as bases. Mas o governador Jorginho tem sido o governador dos catarinenses, tem atendido as cidades. Vejo por Joinville, pela minha região. Ele está sendo um ótimo governador”.

A posição dela e de alguns deputados tem gerado desconforto para a executiva estadual. Ivete Appel da Silveira chagou a participar da reunião que Jorginho Mello teve com prefeitos do MDB, mas o presidente estadual Carlos Chiodini já sacramentou a posição emedebista de fazer parte da coligação de João Rodrigues (PSD) indicando, inclusive, o vice do ex-prefeito na disputa pelo Governo do Estado. 

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