Operação Soldo Inflado, operação Agricultor Fantasma, operação Carga Oca, operação Limpeza Geral, Operação Elysium, operação Publicis, operação na Secretaria de Comunicação, operação Happy Nation, operação Ponto Final, operação Sentinela e operação Arbóreo.
Ao todo são 11 operações policiais que, até esse momento, a administração do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL) tem em curso no Ministério Público.
Nessas operações, são investigados contratos como o de compra de uniforme escolar, contratação de merenda escolar, contratação emergencial de segurança nas escolas, construção de terminais urbanos, compra de produtos da agricultura familiar, compra de areia, roçada em prédios públicos, uso de equipamentos da prefeitura na campanha de 2024 e pagamento indevidos de horas extras e sobreavisos no Samae.
Todo tipo de contrato poderia ser usado para garantir de 3% a 5% de favorecimento financeiro para agentes públicos de primeiro e segundo escalão. Vale destacar que as operações nunca citaram o prefeito, mas sim secretários, diretores e funcionário públicos comissionado e de carreira.
As propinas desses “esquemas” eram sempre recebidas em dinheiro vivo ou eram usadas empresas de fachada e empresas ativas para legalizar as quantias.
Pelo que se observa, o modo de operar dos investigados era praticamente o mesmo. Lançavam licitações ou contratações emergenciais, tinham a informação do preço de todos os concorrentes, direcionavam o serviço para determinada empresa e aí cobravam a propina de acordo com o valor pago pela Prefeitura de Blumenau.
Durante a vigência dos contratos, conseguiam também aprovar aditivos para aumentar os pagamentos e, consequentemente, aumentar também o dinheiro recebido.
O QUE DIZ MÁRIO HILDEBRANDT
O ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PL), postou um vídeo na sua rede social dizendo que não é alvo das investigações.
Segundo ele, nos quase sete anos que esteve como prefeito, sempre presou pela transparência e pelo controle dos gastos públicos.
Sobre a contratação emergencial de 150 agentes de segurança armada, Mário fala que foi feita em 15 dias porque senão os pais não deixariam os filhos voltarem para a escola e nem os professores voltariam para as salas de aula.
Já sobre a merenda escolar, Hildebrandt afirma que a empresa era a mesma desde 2009, lá da administração de João Paulo Kleinubing (PL).
Diz que sempre exigiu postura e responsabilidade dos servidores públicos, mas não tinha o controle sobre tudo. Fala que tem o mesmo estilo de vida que sempre teve e segue acreditando na justiça a está à disposição das autoridades.
O PL DE BLUMENAU
É certo que Mário Hildebrandt será candidato a deputado estadual em 2026, mas Ivan Naatz e Marcos da Rosa também serão. Já João Paulo Kleinubing será candidato a deputado federal com o apoio do prefeito Egídio Ferrari assim como Ismael dos Santos também vai buscar a reeleição.
Essas três operações que aconteceram em Blumenau nos últimos dois dias serviram para mostrar que todos do PL da cidade se afastaram do ex-prefeito.
Quem mais deixou evidente isso foi o prefeito Egídio, que disse que “precisou entrar um delegado para passar a limpo a gestão”.
Essa cisão entre Egídio e Mário vem desde março de 2025, quando o atual prefeito fez chegar na imprensa a informação que tinha recebido a Prefeitura com um déficit orçamentário estimado em R$ 372 milhões para aquele ano.
Depois vieram substituição gradativa de secretários que trabalharam com Hildebrandt e agora ele abriu as portas da administração municipal para que a Polícia Civil busque o que achar necessário.
Ivan Naatz também aproveitou o momento para dizer que, enquanto ele destinava recursos para a cidade, aproveitadores desviavam dinheiro da Prefeitura.
Fato é que as operações do Gaeco em Blumenau servirão de fogo amigo contra Mário Hildebrandt e ele pode ver a sua candidatura a deputado estadual não passar disso.
Veja o vídeo de Mário Hildebrandt (PL):





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