Até o mês passado a grande preocupação dos partidos era conseguir fazer a transferência partidárias de políticos com mandatos e de sacramentar as alianças para a eleição de 2026.
No cenário estadual, essa parte parece já ter sido superada, mas no cenário nacional as conversas ainda acontecem e tudo deve se definir até o início do segundo semestre.
Mas como a campanha começou antes do que os políticos esperavam, as denuncias também começar a aparecer e parece que as Polícias terão muito trabalho até o fim de outubro.
O próprio judiciário, que parece estar atento em quem vai ou não ser candidato, começa a deflagrar operações para evitar que políticos problemáticos e com a feia mania de se servir do serviço público fiquem pelo caminho antes do dia da votação.
O eleitor e a população em geram sabe há anos que o Brasil é uma festa e que os governos são uma verdadeira mãe, mas o que começamos a ver agora, passa a assustar pelo volume de dinheiro que os casos de corrupção e favorecimento usavam nas suas transações.
E parece que a coisa só vai piorar e que muitos casos “estranhos” vão ser divulgados pelos opositores só para atingir o adversário.
O problema é que todos os políticos têm algo para explicar e é aí que a coisa vai ficar complicada, pois receberemos muitas informações de escândalos, mas provavelmente a culpa sempre não vai passar do segundo escalão e os verdadeiros mentores vão, mais uma vez, comemorar a vitória nas urnas.
Na polarização, cada um vai defender o seu lado e ouviremos as mais diversas desculpas para justificar o injustificável.
O Brasil passa pelo seu pior momento político e até o dia 4 de outubro, que é o dia da votação do primeiro turno, seremos impactados pelas mais horrendas histórias.
É fato que o brasileiro não nasce corrupto e essa corrupção é fruto das nossas instituições, onde o público se confunde desde as entranhas com o privado. Somos a república dos cartórios, dos alvarás, das concessões e, sem surpresa, do jeitinho. Criam-se dificuldades para, logo em seguida, oferecerem facilidades devidamente comissionadas.
Mas o brasileiro não pode mais achar isso normal e tem que se indignar contra quem levou o dinheiro de tudo aquilo que a gente não recebe com o pagamento de muitos impostos.
Se o país não mudar agora, nos transformaremos num lugar onde o errado será o certo e os honestos serão presos por serem diferentes demais.





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